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quarta-feira, agosto 18, 2010

Programando para Android : Conhecendo o Google Android



Motivado pelo ingresso do colega Solleon no mundo dos smartphones de baixo custo como o GPad, Acabei me interessando pelo lado do desenvolvedor desse tipo de dispositivo. Afinal, com tantas possibilidades para entrar nesse mundo, qual seria o melhor OS ou pelo menos aquele com maior potencial de crescimento? Java for Mobile Devices, Windows mobile, Symbiam, Iphone, Blackberry.. quem escolher?

Em pesquisa realizada pelo Gartner, até o final do segundo trimestre desse ano as vendas de aparelhos celulares alcançaram os números de 325,6 milhões, representando um crescimento de 13,8% em comparação com 2009. Um ponto interessante nesses números é que 19% desses aparelhos são smartphones, ou seja, aqueles celulares avançados com diversas funcionalidades disponíveis como acesso a e-mails, IM, internet (alguns até com acesso a redes wi-fi), GPS, Bluetooth, além de outros aplicativos como suítes de aplicativos para escritório, etc..

E nesse campo eu aposto as minhas fichas no "robôzinho" da Google. E não é para menos, segundo a mesma pesquisa o crescimento de vendas dos celulares com Android subiu de mínimos 756 mil aparelhos vendidos em 2009 (1,8% de participação no mercado) para 10 milhões no segundo trimestre de 2010 (17,2% de participação no mercado), quando alcançou o terceiro lugar entre as plataformas móveis mais utilizadas. Atrás apenas do Symbian da Nokia e da RIM (fabricante do Blackberry) e à frente da Apple (quem diria não é?). E esse bom desempenho não se deve apenas pelo peso do nome da Google...



Para entendermos o sucesso do Android, temos que entender primeiramente o contexto no qual ele fora criado. Antes de mais nada, no mercado de telefonia móvel, o foco da competição entre as empresas se dá pela venda de aparelhos e não pelos OS e aplicativos em si, logo nada mais natural que empresas como a Google, HTC, LG, Motorola, Samsung, Sony Ericsson, Toshiba, Sprint Nextel, China Mobile, T-Mobile, Asus, Intel, Garmin, entre outras se unirem em uma aliança para o desenvolvimento de uma plataforma de desenvolvimento de código aberto, única e flexível. Essa aliança ficou conhecida como OHA ou Open Handset Alliance, e foi o estopim para o surgimento do robôzinho.

Logo, para servir aos designos da OHA, o Android foi criado baseado no sistema Linux e visando oferecer uma plataforma única e instalado em qualquer dispositivo fornecido por alguma das empresas componentes da OHA. Além disso o sistema foi construído com recursos de integração e flexibilidade permitindo que aplicativos fornecidos nativamente pelo sistema possam ser substituídos por versões customizadas que podem interagir ou não com outras aplicações nativas, o que pode ser útil para as fabricantes criarem serviços ou alguma forma de marketing diretamente na interface do OS.

E do lado dos desenvolvedores, o campo também é bastante promissor. Além do grande número de sites e blogs que oferecem conteúdo voltado para a criação de aplicativos para o OS (dentre eles o site oficial voltado para desenvolvedores), existem algumas vantagens no desenvolvimento para plataforma:

  • A Google financia concursos de desenvolvimento para a plataforma. O maior desses concursos, o Android Developer Challenger, teve um investimento de U$ 10 milhões em prêmios e com a distribuição de U$ 275.000,00 para as 20 melhores aplicações. Além do benefício direto para os participantes em forma de premiação, a comunidade ganha com a grande quantidade de aplicativos disponíveis para uso que surge durante o processo de avaliação desses concursos.
  • Android Market, loja virtual para desenvolvedores. A exemplo da AppStore da Apple, o Android conta com uma loja virtual para os desenvolvedores disponibilizarem gratuitamente suas aplicações ou lucrar com a sua venda.
  • Fácil integração com os serviços Google. Lógica? Nem tanto... Apesar de boa parte dos smartphone hoje em dia utilizarem de vários serviços google como o Gmail ou o Google Maps, em geral eles usam uma versão em Java bem limitada. O Android permite utilizar todo o potencial das Google Apps, ainda mais quando integrado a um bom plano 3G.
  • SDK aberta e disponível gratuitamente. Através do site que associei acima, é possível fazer o dowload facilmente da SDK e começar a programar usando a IDE de sua escolha. Apesar do site já reservar alguns plugins a ferramentas que favorecem os usuários da Eclipse IDE. Além dessa IDE, recentemente a Google lançou uma suite de desenvolvimento voltada para não programadores onde o objetivo é que as aplicações possam ser construídas sem a necessidade de se digitar uma linha de código sequer.

Gostou?

Nos próximos posts exploraremos um pouco mais a respeito do meios para o desenvolvimento de aplicativos para o robôzinho da Google.


segunda-feira, julho 06, 2009

Instalando o Ruby on Rails

Em se tratando de desenvovimento WEB, ágil, moderno e eficiente, nada mais natural que se falar em Ruby on Rails. Nesse post nós aprenderemos como instalar essa grande ferramenta.

Instalando no Windows

Instalar este framework no sistema operacional do tio Bill é mamão com açucar. Isso porque uma alma caridosa, Curt Hibbs, juntou tudo em um único arquivo e disponibilizou na web, assim como o EasyPHP. Esse pacote se chama InstantRails e contém Ruby, Rails, SQLite, MySQL, Apache, etc. Vamos aos passos para instalá-lo:

  1. Baixe o InstantRails da seção de downloads site http://instantrails.rubyforge.org/wiki/wiki.pl.
  2. Descompacte o conteúdo em um diretório, de preferência na raiz de alguma partição. Ex: "C:\InstantRails" ou "D:\InstantRails"
  3. Acesse o diretório escolhido e execute o InstantRails. Se aparecer uma janela perguntando se você quer gerar novamente os arquivos de configuração, clique em sim.
Na janela do InstantRails você pode monitorar o status do Apache,do MySql e de suas aplicações Rails. Lembre-se que para digitar os comandos do Rails, você SEMPRE deve abrir o console para digitar os comandos. Para isso, clique no botão com o ícone do InstantRails do lado do botão Apache, menu Rails Applications, Open Ruby Console Window, como na imagem a seguir:

Ruby on Rails instalando, é hora de atualizar a sua versão para a mais nova, devemos abrir o console, conforme explicado no parágrafo anterior e digitarmos no prompt:

C\:InstantRails> gem update rails --include-dependecies

Instalando no Linux

No Linux a instalação é menos prática, mas em compensação o framework ao final já estará atualizado e totalmente integrado ao sistema.

Independente da distribuição Linux usada, teremos que instalar o interpretador Ruby, depois o gems, que a partir daí instalará o Rails. Nós usamos o Ubuntu 9.04 Jaunty Jackalope para demonstração. Para instalar, abra o prompt e digite:
$sudo aptitude update
$sudo aptitude install build-essential
$sudo aptitude install ruby rubygems ruby1.8-dev libsqlite3-dev
$sudo gem install -y rails
$sudo gem update sqlite3-ruby

Pronto seu Ruby on Rails está instalado! =D

quinta-feira, maio 21, 2009

Liberado Visual Studio 2010 Beta




Nessa segunda dia 19, foi liberado para download o Beta da nova versão da IDE de desenvolvimento de sistemas da Microsoft, o Visual Studio 2010.

Entre as novidades da nova versão estão:


  • Aprimoramento da interface gráfica: com uma organização mais clara, redução de complexidade, janelas e documentos flutuantes, editor melhorado.
  • Programação paralela: Agora disponível tanto para usuários de código nativo e gerenciado e com suporte embutido na própria IDE.
  • Gerenciamento do ciclo de vida de aplicações: Prometendo ferramentas para todos os envolvidos no projeto de software, desde arquitetos a programadores e testadores. Incluindo construção de novos tipos de diagramas com use cases e diagramas de sequência e atividade, um novo motor de testes e uma nova ferramenta de controle de workflow.

  • Desenvolvimento WEB: Novo motor de intellisense de Javascript,suporte a SilverLight,  "One click deployment" que permite publicar todo o site e suas dependências de uma só vez.
  • Cloud Computing: Windows Azure Tools já integradas por padrão na IDE.
  • Suporte nativo a mais Databases: Agora é possível utilizar as classes de acesso a dados nativos do .NET Framework para BDs baseados em IBM DB2 e Oracle.


Ficou interessado? Pode conferir o novo VS 2010 aqui.

Aprenda Cloud Computing com a Microsoft



Para quem quer aprender a programar para a nuvem sem muito esforço, a Microsoft disponibiliza uma área específica no portal MSDN (voltado para desenvolvedores de produtos microsoft) para o estudo das características e funcionalidades do Windows Azure, a plataforma para Cloud Computing da empresa, o desenvolvimento e deployment de aplicações para a nuvem e a integração com outros serviços, como o SQL Services e ferramentas de colaboração da série Live.

Chamada Azure Academy, essa área disponibiliza apresentações em forma de vídeos e transparências que guiam o estudante desde os conceitos introdutórios da estrutura e objetivos envolvidos no desenvolvimento da plataforma Azure até a distribuição de serviços e  aplicações na nuvem. O forte das apresentações é, sem dúvida, a linguagem de fácil entendimento e a presença de demontrações explicativas que facilitam o entendimento do conteúdo apresentado.

Para o desenvolvimento para Windows Azure, é utilizado o Visual Studio 2008 integrado com com o Windows Azure SDK e o conjunto de ferramentas para do Windows Azure para o Visual Studio.



domingo, maio 17, 2009

C# 4.0 - Acesso a tipos dinâmicos

Anteriomente falamos sobre o lançamento do C# 4.0, linguagem de programação para o .NET Framework da Microsoft que virá juntamente com o novo IDE da empresa para o desenvolvimento de aplicações para desktop e web.

Hoje, explicaremos um pouco mais sobre as modificações inerentes ao C#, especialmente em sua relação com produtos de outras linguagens.

Bom, estamos acostumados a utilizar atualmente classes tipadas estáticamente do próprio .NET framework e invocando seus próprios métodos. Por exemplo, tomemos o exemplo de uma classe que implemente uma Calculadora, segundo essa abordagem o código necessário para se executar uma operação de soma seria mais ou menos o seguinte:

Calculator calc = GetCalculator();
int sum = calc.Add(10, 20);



Já quando decidimos usar uma classe não tipada estaticamente, como as contruídas em COM, Ruby, Python ou até Javascript. Por não possuir um sistema de tipos reconhecido naturalmente pelo .NET Framework, devemos usar Reflection para descobrir os atributos de tipo em tempo de execução e dinamicamente invocar o método desejado como o mostrado abaixo:

object calc = GetCalculator();
Type type = calc.GetType();
object result = type.InvokeMember("Add",
BindingFlags.InvokeMethod, null,
new object[] { 10, 20 });
int sum = Convert.ToInt32(result);


Com o advento do .NET Framework 3.5, o tratamento do mesmo tipo de problema vindo de classes Javascript, poderia ser resolvido da seguinte forma:

ScriptObect calc = GetCalculator();
object result = calc.InvokeMember("Add", 10, 20);
int sum = Convert.ToInt32(result);


Agora, com o C# 4.0 o uso de classes dinâmicas tomará a seguinte forma:

dynamic calc = GetCalculator();
int result = calc.Add(10, 20);


Essa simplificação no uso de tipos dinâmicos torna-se possivel pela adição do novo tipo estático Dynamic que converte um objeto dinâmico em estático. Parece algum tipo de incoerência mas essa abordagem tem suas vantagens, principalmente por possibilitar uma maior interação entre os objetos estaticamente nativos do .NET e classes oriundas de diversas origens, bem como estimula o uso da codificação estática e seus benefícios pelo maior período de tempo possível.

Por hoje é só, logo voltaremos com novas informações a respeito das mudanças na linguagem C# e no próprio .NET Framework.

sexta-feira, maio 15, 2009

Validando Expressões Facilmente em ASP.NET

Se você é programador ASP.NET e costuma utilizar os componentes da aba validation da Toolbox do  MS Visual Studio, provavelmente já se deparou com o trabalho árduo de criar expressões de validação para campos de texto específicos como Data,Endereços, Telefones, CEP, CPF, CNPJ, etc.. Infelizmente, a IDE da microsoft possui poucas referências prontas e o trabalho de criação de novas expressões é, no mínimo, broxante.

A solução pode vir com o site RegExLib.com. Trata-se de uma biblioteca formada por Validations Expressions criadas por milhares de desenvolvedores em todo o mundo. Todas elas possuem o código disponível livremente, seguido por uma descrição a respeito da aplicação da expressão e exemplos de dados aceitos ou não pela expressão. Inclusive, caso você seja criativo ou tenha uma expressão de validação que deseja compartilhar, o sistema oferece a oportunidade de submeter o código para a rede em instantes. Vale a pena dar uma conferida.

terça-feira, maio 12, 2009

Vem aí o novo C# 4.0

Em 1998, ao mesmo tempo em que a Microsoft em um período que coincidiu com o surgimento do .NET Framework da Microsoft, nascia a linguagem C#. Criada a partir das características encontradas em linguagens de alto nível como C++ e Java e com o objetivo de ser uma linguagem de programação simples, moderna e totalmente orientada a objetos (inclusive utilizando o conceito de type-safe para garantir essa qualidade) a linguagem de programação foi lançada oficialmente no verão do ano 2000, tornando-se a partir de então uma das linguagens mais utilizadas na atualidade. Tanto que a demanda  por sua utilização em atividades diversas resultou na própria evolução da linguagem.

A versão 2.0, por exemplo, trouxe como mudanças como o suporte a generics, métodos anônimos, iterators, tipos parciais e tipos nulos. E não parou por aí, mais tarde com os esforços de se incluir o suporte ao LINQ, o componente do .NET Framework que permitiria incorporar as capacidades de consultas às linguagens .NET, o C# evoluiu mais uma vez.

Na versão 3.0, foram incluídas as seguintes funcionalidades: variáveis locais tipadas implicitamente, vetores tipados implicitamente, inicializadores de collections, tipos anônimos, métodos extensivos, Lambda Expressions, Query Expressions e Expressions trees.

Agora, com o advento do .NET Framework 4.0 e o MS Visual Studio 2010, o C# está prestes a mudar novamente. Dessa vez a fonte de inspiração para a mutação da linguagem vem das tão populares linguagens de programação dinâmicas como Perl, Python e o Ruby, utilizando os métodos de desenvolvimento ágil e propiciar um ambiente sem a necessidade de escrever grandes blocos de códigos, de tal forma a não prejudicar a eficiência e incrementar a produtividade.

Entre as características divulgadas pelo C# 4.0 estão:

Nos próximos posts comentaremos um pouco sobre as inovações relativas a linguagem em si e como o C# pretende tornar a experiência da implementação de códigos no sistema menos dolorosa.

sexta-feira, fevereiro 20, 2009

Abastecer com Gasolina ou com Álcool?

Se você tem um carro flex, seguramente já teve ter tido esse tipo de dúvida. Baseado em um série de estudos, os especialistas chegaram a um cálculo para saber a melhor escolha.

Na realidade a conta para saber qual o melhor combustível para abastecer é bem simples, basta dividir o preço do álcool pelo da gasolina e multiplicar por 100, se o resultado for maior que 70, é melhor abastecer com gasolina, mas se for menor ou igual, você deve ir de álcool... OK! Para algumas pessoas esse cálculo é bem chato e complicado (????), por isso resolvi escrever uma pequena aplicação em java para ajudar os mais preguiçosos com matemática.

O programa é bem pequeno e roda em celulares com suporte a java. Nele basta você digitar o preço da gasolina, o do álcool, então o celular vai te dar a melhor escolha.

Para baixar clique aqui!.

Aproveite e sempre abasteça bem!

quinta-feira, setembro 25, 2008

Publicando RSS com PHP e MYSQL

Se você ainda não sabe o que é RSS, dê uma lida no post RSS e asp.net parte I , que você encontrará os conceitos introdutórios sobre o tema. 


1. Introdução


Para que qualquer site possa servir RSS, é necessário que ele forneça ao programa leitor, um arquivo XML, contendo os dados, pois RSS, como já sabemos, é nada mais que um arquivo XML que segue uma padronização da estrutura específica. Podemos fornecer esse XML de duas formas, ou através de um arquivo estático XML propriamente dito salvo em nosso servidor, ou por meio de uma página PHP que pode gerar esse XML dinamicamente para nós. No nosso caso vamos gerar por meio de uma página PHP.



Antes de partirmos para a feitura da página, precisamos antes guardar as informações que publicaremos no RSS em algum lugar. Na informática, lugar de armazenar informações é em banco de dados. No nosso caso usaremos o banco open-source MySQL, disponível para download em http://www.mysql.com.


2. Criando o banco de dados


A estrutura do arquivo RSS é bem definida. Temos as seguintes entidades Channel e Item, que possuem a seguinte estrutura e se relacionam da seguinte forma:



O script para criação dessa estrutura é este:


SET @OLD_UNIQUE_CHECKS=@@UNIQUE_CHECKS, UNIQUE_CHECKS=0;
SET @OLD_FOREIGN_KEY_CHECKS=@@FOREIGN_KEY_CHECKS, FOREIGN_KEY_CHECKS=0;
SET @OLD_SQL_MODE=@@SQL_MODE, SQL_MODE='TRADITIONAL';

CREATE SCHEMA IF NOT EXISTS `RSS` ;
USE `RSS`;

-- -----------------------------------------------------
-- Table `RSS`.`Channel`
-- -----------------------------------------------------
CREATE  TABLE IF NOT EXISTS `RSS`.`Channel` (
  `idChannel` INT NOT NULL AUTO_INCREMENT ,
  `title` VARCHAR(255) NULL DEFAULT NULL ,
  `link` VARCHAR(255) NULL DEFAULT NULL ,
  `description` TEXT NULL DEFAULT NULL ,
  PRIMARY KEY (`idChannel`) )
ENGINE = InnoDB;


-- -----------------------------------------------------
-- Table `RSS`.`Item`
-- -----------------------------------------------------
CREATE  TABLE IF NOT EXISTS `RSS`.`Item` (
  `idItem` INT NOT NULL AUTO_INCREMENT ,
  `title` VARCHAR(255) NULL DEFAULT NULL ,
  `link` VARCHAR(255) NULL DEFAULT NULL ,
  `description` TEXT NULL DEFAULT NULL ,
  `idChannel` INT NULL DEFAULT NULL ,
  PRIMARY KEY (`idItem`) ,
  CONSTRAINT `fk_Item_Channel`
    FOREIGN KEY (`idChannel` )
    REFERENCES `RSS`.`Channel` (`idChannel` )
    ON DELETE RESTRICT
    ON UPDATE CASCADE)
ENGINE = InnoDB;

CREATE INDEX fk_Item_Channel ON `RSS`.`Item` (`idChannel` ASC) ;



SET SQL_MODE=@OLD_SQL_MODE;
SET FOREIGN_KEY_CHECKS=@OLD_FOREIGN_KEY_CHECKS;
SET UNIQUE_CHECKS=@OLD_UNIQUE_CHECKS;

Você também pode baixá-lo na integra aqui.


Para excecutar o script de criação, podemos abrir o prompt de comando e simplesmente digitarmos:


shell> mysql < arquivo_texto


Também podemos abrir o client mysql e digirtarmos:


mysql> source filename


O client fará tudo de forma automatizada e teremos nosso banco de dados criado.


3. Criando a página PHP para geração do RSS


A página PHP gerará primeiro uma string contendo todo o XML, depois enviará para o leitor de RSS o resultado. Segue abaixo o código fonte da página PHP:
<?php
//criando cabeçalho do arquivo
$xml = '<?xml version="1.0" encoding="iso-8859-1"?>'."\n";
$xml .= '<rss version="2.0">'."\n";

//setando dados da conexao e do banco voce deve substituir pelos seus dados de conexão
$host = "mysql.test.com";
$user = "usuario";
$pass = "senha";
$db = "RSS";

//fazendo a conexão com o banco de dados que contem os dados RSS
mysql_connect($host, $user, $pass);
mysql_select_db($db);

//pegando dados do channel no banco
$sql = "SELECT idChannel, title, description, link FROM Channel ORDER BY idChannel DESC";
$reschan = mysql_query($sql);

//enquanto ainda houver dados do channelm executar codigo dentro do while
while ($rowchan = mysql_fetch_assoc($reschan))
{
    //abrindo tag do Channel
    // obs: \n = nova linha   
    $xml .= '<channel>'."\n";
   
    //formatando os dados nas tags rss do Channel   
    $xml .= '<title>'.htmlspecialchars($rowchan['title']).'</title>'."\n";
    $xml .= '<description>'.htmlspecialchars($rowchan['description']).'</description>'."\n";
    $xml .= '<link>'.htmlspecialchars($rowchan['link']).'</link>'."\n";
   
    //pegando dados dos Itens do Channel no banco de dados
    $sql = "SELECT title, link, description FROM Item WHERE idChannel = ".$rowchan['idChannel']." ORDER BY idItem DESC";
    $result = mysql_query($sql);
   
    //enquanto ainda houver itens no banco, executar codigo dentro do while
    while ($row = mysql_fetch_assoc($result))
    {
        //formatando dados do item nas tags RSS
        $xml .= '<item>'."\n";
        $xml .= '<title>'.htmlspecialchars($row['title']).'</title>'."\n";
        $xml .= '<description>'.htmlspecialchars($row['description']).'</description>'."\n";
        $xml .= '<link>'.htmlspecialchars($row['link']).'</link>'."\n";
        $xml .= '</item>'."\n";
    }
   
    //fechando tag do channel
    $xml .= '</channel>'."\n"; 
}

//fechando a tag rss
$xml .= '</rss>';

//retornando todo o xml pro leitor de rss do usuário
echo $xml;
?>
O código fonte acima pode ser baixado aqui. Salve a página PHP em seu servidor PHP e pronto! Bastará colocar o endereço da página no seu leitor de RSS e você verá que funciona!


4. Testando


Para testar o código da página PHP, fizemos um exemplo que você pode ver aqui. Se tudo der certo ao vizualizar no  Firefox você verá uma página semelhante a essa:




Por Solleon Menezes

quarta-feira, agosto 30, 2006

Introdução à POO tendo c# como guia - parte 1

O objetivo deste artigo é ser uma introdução à Programação Orientada a Objetos (POO) primeiro a partir de um escopo global, depois sob a ótica do C#.

Se você já é programador, mas não conhecia ou utilizava POO em suas soluções, provavelmente sentirá uma enorme dificuldade em se adequar à POO, pois adotar POO é enxergar a programação sob um aspecto completamente diferente do usual. Apesar de difícil no início, POO traz enormes vantagens em termos de reusabilidade de código (você digitará menos e de forma mais eficiente =] ), melhoria na lógica da aplicação (ficará mais fácil “ver” como seu sistema funciona), manutenção (alterações nos programas serão menos traumáticas), colaboração (ficará mais fácil dividir o trabalho em equipe), etc. Você talvez esteja se perguntando; “Se POO integra todos esses benefícios, por que não é unanimidade entre os desenvolvedores?” Como dito no início, aprender POO não é fácil, mas o pior mesmo é alterar velhos hábitos cultuados por 50 anos de desenvolvimento de software baseado em programação estruturada.

CLASSES E OBJETOS

As linguagens orientadas a objeto, tem como idéia primordial tornar a estrutura e a lógica do programa um pouco mais próximos do mundo “real”. Basicamente temos em uma mesma unidade lógica funcional, que armazena em sua estrutura dados (equivalentes às variáveis) e meios de manipulá-los (equivalentes a procedimentos e funções). Estes dados são chamados de “campos de dados” e os meios de manipulação “campos de funções”. Tal unidade lógica é chamada de CLASSE. Recomendo que fixe bem este parágrafo antes de passar aos demais.

Uma classe é considerada um tipo de dado, como os tipos básicos pré-definidos (inteiro, real, string, etc.) em todas as linguagens de programação. O que quero dizer é que da mesma forma que podemos criar uma variável do tipo “boolean” também podemos criar uma variável do tipo da classe. Esta variável da classe é chamada de OBJETO.

Ao definirmos uma classe, estamos fornecendo o esqueleto para o objeto. Toda vez que declaramos uma variável originada de uma classe dizemos que ‘instanciamos um objeto”. Os campos de dados de uma classe após serem instanciados são chamados de “variáveis de instância” e os campos de funções de “métodos” ou “funções membros”. Então POO é isso? Definir tipos novos e usá-los? Na verdade a coisa é bem mais profunda. Quando definimos uma classe estamos criando um modelo – um molde – para criarmos objetos e/ou outras classes. Para que a POO esteja bem implementada os campos de dados não devem ser vistos e alterados de fora da classe diretamente. Quem deve manipular estes dados e “enxergá-los” são os campos de funções. Assim qundo este princípio da POO é seguido em uma classe, dizemos que os campos de dados estão “escondidos” ou seja, NÃO DEVEM SER ACESSADOS DIRETAMENTE DE FORA DE UMA CLASSE! Ok, mas porque devemos ter todo esse cuidado com os estes dados? Tal precaução existe para evitarmos alterações acidentais em dados que possam comprometer o bom funcionamento do programa. Assim ao declararmos um campo dentro de uma classe estamos escondendo-o do resto da aplicação. Também existe para evitarmos conflitos de nomes de variáveis, pois ambas não se enxergam. Isolar campos de dados e fazê-los ser acessíveis somente por campos de funções é uma técnica conhecida como encapsulamento. Encapsular sigifica esconder toda a complexidade do tratamento dos campos de dados, rotinas, etc. de fora de uma classe. Podemos “encapsular” tanto campos de dados quanto campos de funções. Quando os campos de dados estão encapsulados e escondidos fica fácil saber quando, como e onde um campo é acessado e alterado pois somente determinados campos de funções (métodos) podem acessá-los. Dentro dessa perspectiva existem campos de funções especiais, conhecidos como PROPRIEDADES. As propriedades de fora de uma classe são vistas como campos “descobertos”, mas de dentro da classe, são funções membros que permitem um meio seguro de acessar os campos de dados. As propriedades podem acessar campos de dados diretamente ou mesmo retornar valores calculados como se fossem campos de dados. Quando uma propriedade somente tem valor de retorno a mesma é dita como somente leitura. Quando chamamos uma função membro de um objeto, dizemos que estamos trocando mensagens com o objeto. De fato um programa em POO consiste em diversos objetos trocando mensagens entre si.

HERANÇA

Além de tudo POO possibilita a herança. Herança é uma forma de relacionarmos classes passando seus campos para outras de maneira hierárquica. Dessa forma se temos uma classe chamada “seres” com a característica “existir” ao relacionarmos esta como ponto chave da hierarquia com as classes “seres vivos”, “seres inanimados”, ambas herdaram da classe “seres” a característica “existir”. A classe que cede as características as demais é conhecida como “classe base” ou pai, e as que herdam “derivadas” ou filhas. A implementação de classes devem obedecer as características comuns a todo o sistema e então ir afunilando em características individuas de cada unidade do mesmo. Esta forma de progamação simplifica enormemente a manutenção do sistema, pois ao alterarmas uma característica em uma classe pai, automaticamente todas as filhas herdaram esta mudança. Ganhamos então um código altamente estruturado. Esta característica da POO é sem sombra de dúvidas um aliado fortíssimo das aplicações robustas e bem gerenciadas.

POFIMORFISMO E SOBRECARGA

Outra característica muito interessante e essencial se chama pofimorfismo, que é a capacidade campos de funções compartilhar o mesmo nome mas terem parâmetros, rotinas e saídas diferentes. Um caso particular de polimorfismo é chamado de sobrecarga. Sobrecarga ocorre por exemplo com o operado +, que serve para somas entre inteiros, reais, concatenação de strings, etc. O modo como o sistema processa cada uma das operações é completamente diferente.