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segunda-feira, julho 06, 2009

Instalando o Ruby on Rails

Em se tratando de desenvovimento WEB, ágil, moderno e eficiente, nada mais natural que se falar em Ruby on Rails. Nesse post nós aprenderemos como instalar essa grande ferramenta.

Instalando no Windows

Instalar este framework no sistema operacional do tio Bill é mamão com açucar. Isso porque uma alma caridosa, Curt Hibbs, juntou tudo em um único arquivo e disponibilizou na web, assim como o EasyPHP. Esse pacote se chama InstantRails e contém Ruby, Rails, SQLite, MySQL, Apache, etc. Vamos aos passos para instalá-lo:

  1. Baixe o InstantRails da seção de downloads site http://instantrails.rubyforge.org/wiki/wiki.pl.
  2. Descompacte o conteúdo em um diretório, de preferência na raiz de alguma partição. Ex: "C:\InstantRails" ou "D:\InstantRails"
  3. Acesse o diretório escolhido e execute o InstantRails. Se aparecer uma janela perguntando se você quer gerar novamente os arquivos de configuração, clique em sim.
Na janela do InstantRails você pode monitorar o status do Apache,do MySql e de suas aplicações Rails. Lembre-se que para digitar os comandos do Rails, você SEMPRE deve abrir o console para digitar os comandos. Para isso, clique no botão com o ícone do InstantRails do lado do botão Apache, menu Rails Applications, Open Ruby Console Window, como na imagem a seguir:

Ruby on Rails instalando, é hora de atualizar a sua versão para a mais nova, devemos abrir o console, conforme explicado no parágrafo anterior e digitarmos no prompt:

C\:InstantRails> gem update rails --include-dependecies

Instalando no Linux

No Linux a instalação é menos prática, mas em compensação o framework ao final já estará atualizado e totalmente integrado ao sistema.

Independente da distribuição Linux usada, teremos que instalar o interpretador Ruby, depois o gems, que a partir daí instalará o Rails. Nós usamos o Ubuntu 9.04 Jaunty Jackalope para demonstração. Para instalar, abra o prompt e digite:
$sudo aptitude update
$sudo aptitude install build-essential
$sudo aptitude install ruby rubygems ruby1.8-dev libsqlite3-dev
$sudo gem install -y rails
$sudo gem update sqlite3-ruby

Pronto seu Ruby on Rails está instalado! =D

quarta-feira, junho 24, 2009

Alternativas livres para os softwares do dia-a-dia

Já faz algum tempo que nós, da equipe do Café com Bits, trazemos a você que deseja ou está realizando um processo de migração de aplicações para o ambiente open source, seja por adequação funcional em seu ambiente de trabalho ou pelo simples anseio de se utilizar de ferramentas que lhe permitam realizar as suas tarefas sem depender do uso de softwares piratas, soluções open source disponíveis e suas principais vantagens e desvantagens. Foi assim com a nossa série Migrando o desenvolvimento de aplicações para o mundo do software livre em suas parte I e parte II (e em breve com o lançamento da parte III da série) e com nossa última matéria a respeito de que suítes open source de escritório disponíveis atualmente seria a melhor.

Hoje abordaremos outras categorias de aplicativos usados comumente por usuários de sistemas proprietários, procurando mostrar alternativas livres para uso.

  • Navegador Web:
Mozilla Firefox 3.5
Mozilla Foundation
http://br.mozdev.org/



Segundo lugar entre os browsers mais utilizados, o Mozilla Firefox surpreende pela boa navegabilidade e interface amigável até mesmo àqueles usuários que estão acostumados a navegar pelo Micrososft Internet Explorer. Dificilmente alguém que utilize o browser retorna para o concorrente proprietário.

E a resposta está no elevado grau de personalização que sua interface permite com a adição de temas e ferramentas de customização, além de inúmeras possibilidades de adição de recursos através da instalação de complementos disponíveis no repositório oficial do Firefox. Existem componentes que inclusive têm comunidades de desenvolvedores mais ativas do que muitas aplicações em si. Atualizações nos componentes, inclusive já são informadas pelo browser no momento da instalação.

Mais funcionalidades podem ser vistas no nosso último post sobre o lançamento do navegador Firefox 3.5

Opera
Opera Software
http://www.opera.com


Outro navegador bastante popular é o Opera, desenvolvido pela Opera Software, ele também permite personalização e adição de plugins à sua interface e usa o sistema de abas como o Firefox.

Entretanto o seu forte são as funcionalidades embutidas, como o Speed Dial que permite a visualização dos sites mais acessados toda a vez em que uma aba em branco for iniciada; o Opera Link que permite a sincronização de favoritos, dados, bookmarks e entradas no speed dial; Opção de salvar a sessão de navegação atual; executar operações através de movimentos do mouse; Botões de navegação por páginas de um site através dos botões Fast forward/rewind; Magic Wand que permite um preenchimento otimizado de relatórios; Buscas integradas no próprio browser, etc.

Google Chrome 2.0
Google
http://www.google.com/chrome



Criado pela poderosa Google, o Chrome vêm agregando várias funcionalidades presentes nos concorrentes como o sistema de abas, speed dial além de ter sido o primeiro a apresentar o conceito de navegação segura, que permite ao usuário navegar sem deixar rastros no computador utilizado. Também é um dos browsers mais velozes da atualidade, apesar de só estar disponível atualmente para o sistema operacional Windows.

O Chrome 2.0 já fora analisado pelo Café Com Bits nesse post, onde abordamos mais profundamente mais de suas funcionalidades.

Disponível para Windows


  • Mensageiros instântaneos:

Pidgin
Edgewall Software
http://www.pidgin.im/


Esse simpático mensageiro permite ao usuário logar-se simultaneamente em várias redes de chat online, suportando vários recursos dessas redes como transferência de arquivos, mensagens offlines, icones e imagens de exibição além de vários outras funcionalidades poderem ser incluídas através da adição de plugins.

O pidgin suporta as seguintes redes: AIM, ICQ, Google Talk, Jabber/XMPP, MSN Messenger, Yahoo!, Bonjour, Gadu-Gadu, IRC, Novell GroupWise Messenger, QQ, Lotus Sametime, SILC, SIMPLE, MySpaceIM e Zephyr.

Disponível para Windows, Linux e outros sistemas Unix (inclusive, integrando-se ao ambiente GNOME2 e KDE 3.1). Para usuários de MAC OSX uma solução seria o Adium.

aMsn
aMsn Team
http://www.amsn-project.net/



Sem dúvida o software que mais se assemelha ao Windows Live Messenger, o aMsn possui muitas funcionalidades semelhantes ao concorrente da MS, como mensagens offline, transferência de arquivos, suporte a web cam, alarmes de eventos, emoticons personalizadas, personalização da interface por meio da adoção de skins etc..

O pidgin trabalha apenas com a rede MSN e está disponível para pelo menos 40 idiomas diferentes

Disponível para Windows, linux, Mac OS X e Free BSD.

  • Cliente de E-mail:

Mozilla Thunderbird
Mozilla Foundation
http://br.mozdev.org/thunderbird/download.html

Juntamente com o Firefox, o Thunderbird é o um dos projetos da fundação Mozilla mais bem destacados em número de usuários. Trata-se de um cliente de e-mail robusto e cheio de recursos, com interface tão amigável quanto seu "irmão", representando uma real concorrência ao Outlook/Windows Mail/Live Mail da Microsoft.

Entre as funções que agrega, estão a compatibilidade com os protocolos IMAP, LDAP e POP, visualização e envio de mensagens HTML, confirmação de leitura de e-mails, agenda de contatos, múltiplas contas de usuário, criação de filtros de mensagem, além de possuir leitor de feeds RSS integrado, identificação de SPAMs, agrupamento e classificação de e-mails, além da possibilidade de se incluir plugins.

Disponível para Windows, linux e MAC OS X

Evolution
Novell
http://projects.gnome.org/evolution/index.shtml



Integrado ao ambiente GNOME para Linux, o Evolution é um cliente de e-mail que possui muitas funcionalidades interessantes como múltiplas contas de usuário, busca personalizadas em pastas de e-mail, segurança integrada com criptografia GPG (GNU Privacy Guard) and S/MIME, possibilidade de integração com outros softwares como o Pidgin, Planner e Gnome-panel Calendar, criação de filtros, integração com calendaários web, além de u sistema de controle de lixo eletrônico.


  • Desenho vetorial:

Inkscape
inkscape.org
http://www.inkscape.org/



É um programa de desenho vetorial open source que possui ferramentas semelhantes ao Adobe Illustrator, Corel Draw e Xara X usando os padrões W3C para o formato de arquivo Scalable Vector Graphics (SVG).

Disponível para Windows, Linux e MAC OS X, apesar de existirem bons usos relatados em sistemas FreeBSD e UNIX.

  • Design Gráfico:

GIMP 2.6
GIMP Team
http://www.gimp.org/



Velho conhecido dos designers, o GIMP é um software de manipulação de gráficos bem versáti. Seu nome representa um acrônimo de "GNU Image Manipulation Program" e é bastante utilizado para tarefas de retoque,  composição e autoração de imagens.

Sua interface é altamente customizável com barras flutuantes e móveis que provê ao utilizador toda a liberdade possível para trabalhar nos detalhes da imagem.

O GIMP pode ser utilizado tanto como software de pintura (através de ferramentas como lápis, pincel, clone, balde de tinta e gradientes, etc), como ferramenta de melhoramento  de imagens (através de ferramentas de eliminação de perspectiva, canais de cor, clonagem de objetos, camadas, etc), sistema de processamento de arquivos em lote, renderizador de imagens em massa e conversor de formatos.

O GIMP aceita os formatos bmp, gif, jpeg, mng, pcx, pdf, png, ps, psd, svg, tiff, tga, xpm, importa arquivos svg e produz também animações em GAP e MNG.

Disponível para Windows, Linux, MAC OS X, Sun OpenSolaris e FreeBSD.

  • Editoração gráfica:

Scribus 1.3
Linux-Magazin Germany
http://www.scribus.net/



O scribus é um software projetado para ser um software de editoração eletrônca. Ideal para a construção de Revistas, anúncios, calendários, newsletter e editoração de arquivos PDF (Portable Document Format).

Entre as funcionalidas incluídas estão o suporte ao sistema de cores CMYK, sperarações, gerenciamento de cor ICC e criação versátio de arquivos PDF, suporte ao padrão ISO PDF/X-3 além de incluir opções para desenho vetorial, importação de arquivos SVG, formatos de fontes abertos e sistema de arquivos baseado em XML, aberto e bastante documentado.

Disponível para Windows, Linux/UNIX, Mac OS X e OS/2.


  • Ripador de CDS/DVDs:

Brasero 2.26
GNOME Project
http://projects.gnome.org/brasero/



É um queimador de CD/DVD para o ambiente GNOME Linux bastante simples e robusta, permitindo aos usuários criarem seus próprios CDs/DVDS de maneira fácil e rápida.

Entre suas funcinalidades estão o suporte a discos multi-sessão, criar discos a partir de imagens (ISO), limpeza de disco, Drag and drop e Recortar e Colar a partir do Nautilus ou outros gerenciadores de arquivos e criação de discos de aúdio a partir de diversos formatos como mp3, ogg e flac.

Disponível para Linux e UNIX

K3b 1.05
KDE Project
http://k3b.plainblack.com



O K3b é outro ripador para Linux, dessa vez desenvolvido pela equipe KDE para o referido ambiente de desktop. Possui todas as funcionalidades necessárias para ser um bom gravador de CDS e DVDs através do uso dos programas cdrecord, cdrdao e growisofs.

Disponível para Linux e UNIX

InfraRecorder
Christian Kindahl
http://infrarecorder.org/



O InfraRecorder é um programa de gravação de CD/DVD livre que opera sob a licensa GPL3 voltado para a plataforma Windows.

Entre suas funcionalidades estão a criação de CDs/DVDs de dados e aúdio e sua gravação em mídias ou em imagens de disco armazenadas no HD, suporta gravação em DVD de dupla camada, limpa discos regraváveis de 4 formas diferentes, verifica os barramentos SCSI/IDE coletando informações a respeito de suas capacidades, realiza cópias de discos "on the fly" e utilizando imagem temporária do disco, suporta multissessão e os seguintes formatos de arquivo: .wav, .wma, .ogg, .mp3 and .iso.

Disponível para Microsoft Windows

  • Players audio-vídeo:

Rhythmbox
Project GNOME
http://projects.gnome.org/rhythmbox



o Rhythmbox é um programa de gerenciamento de músicas integrado ao ambiente de desktop GNOME para Linux, inspirado no iTunes da Apple e desenvolvido sobre o framework de mídia GStreamer.

Entre as características do software, encontra-se um sistema avançado de busca e filtro de músicas, criação de listas de reprodução, suporte a iPod e dispositivos MP3, reprodução, ripagem e gravação de CDs de áudio, recursos de visualização de áudio, adição podcasts e rádios onlines. Além disso possui suporte para a rede social Last.fm e lojas virtuais como a Jamendo e a Magnatune.

Disponível para LINUX (GNOME).


Amarok
Amarok Project
http://amarok.kde.org

O Amarok é um player de aúdio inicialmente produzido para o ambiente desktop KDE para Linux e pode ser utilizado ainda em outros sistemas baseados em UNIX e FreeBSD, além de possuir versões em desenvolvimento para o Windows e MAC OS X. Ele é capaz de operar com conceitos bastante comuns entre outros players de audio como pastas e listas de reprodução, embora seu forte seja o sistema de catalogação de mídia através de etiquetas (tags).

Entre as funcionalidades disponíveis para o Amarok, estão a possibilidade de criação de múltiplas listas de reprodução, indexação do acervo de músicas em banco de dados (SQLite, MySQL e PostgreSQL), integração com outros softwares KDE como o K3b e o navegador Konqueror, criação de scripts, aparência customizada através da adoção de skins baseados em CSS e integração com redes de disponibilização de músicas na web, como a rede social Last.fm, a loja virtual Magnatune, o site Jamendo, entre outros.

Disponível para LINUX, UNIX, FreeBSD além de versões em desenvolvimento para MAC OS X e Windows.

Coolplayer
CoolPlayer Developers
http://coolplayer.sourceforge.net/



Esse pequeno player de áudio de apenas 600kb é uma alternativa para os usuários de Windows que desejem um programa leve e de fácil interface, que inclusive pode ser incluso em pen drives e outros tipos de mídia removível em sua versão portable no site portableapps.

Entre suas funcionalidades principais estão suporte aos principais formatos de aúdio disponíveis como mp3, ogg, wav, etc. Conversor de mp3 para wav, Interface customizável através do uso de skins (que inclusive podem ser baixadas do website do projeto), equalizador de 8 bandas e suporte a plugins de entrada do Winamp.

Disponível para microsoft Windows


VLC
VideoLAN team
http://www.videolan.org/vlc



Esse excelente player multimídia suporta os mais diversos formatos de arquivos como DivX, XviD, MPEG-1, MPEG-2, AVI, MOV, WMV, Real, SVCD, Matroska, 3GP, FLV, Cinepak, FLAC, Ogg, WMA, MP3, AAC, Vorbis sem a necessidade de instalação de codecs especiais, suporta legendas e conserta vídeos AVI com partes corrompidas. Também é capaz de executar DVD, VCD e CDs de audio e vários protocolos de streaming.

Por falar em Streaming, o VLC também pode ser usado como servidor desse tipo de transmissão tanto em unicast quanto em broadcast e através de redes IPv4 e IPv6.

Disponível para Windows, GNU/Linux, MAC OS X, FreeBSD, Solaris entre outros.

Mplayer
Mplayer Team
http://www.mplayerhq.hu



O Mplayer é um player de vídeos cheio de recursos que suporta arquivos de diferentes formatos, como MPEG/VOB, AVI, Ogg/OGM, VIVO, ASF/WMA/WMV, QT/MOV/MP4, RealMedia, Matroska, NUT, NuppelVideo, FLI, YUV4MPEG, FILM, RoQ, PVA através de codescs nativos ou do tipo XAnim e Win32 DLL. Também é capaz de executar VCD, SVCD, 3ivx, DivX 3/4/5 e WMV.



terça-feira, junho 23, 2009

Qual a melhor suíte Office Open Source?

Já imaginou o quanto a suíte office da microsoft revolucionou o mundo da informática? Mais do que o próprio Windows, o MS Office foi a mais bem sucedida tentativa de levar o poder de processamento dos computadores tanto para o ambiente corporativo quanto para o público doméstico. Tanto que atualmente ela representa a maior parte da renda obtida pela microsoft com concessão de licensas de uso.

Entretanto, adquirir esse conjunto de ferramentas para escritório LEGALMENTE envolve um certo gasto com a aquisição do software e licensas de uso para o mesmo caso deseje empregá-lo em sua empresa. Entretanto, se você deseja conhecer alternativas mais acessíveis economicamente e não quer envolver-se com softwares piratas, saiba que elas existem e em grande número, tanto em forma de aplicações para desktop como serviços onlines. Mas qual a melhor para a sua necessidade e qual mais se assemelha ao produto da Microsoft?

Openoffice 3.0
http://www.openoffice.org/



Desenvolvido pela openoffice.org, é com certeza a suíte de escritório livre mais conhecida, além de ter sido pioneira entre os softwares da categoria a adotar a plataforma livre. Já fora traduzida para mais de 30 idiomas e possui versões para os principais sistemas operacionais modernos como Windows, Linux, solaris e MAC OS X11.

Em sua nova versão, embora não tenha adotado o sistema de abas do Microsoft Office 2007, preferindo manter uma interface semelhante à versão 2003 do rival, possui suporte para leitura dos novos formatos de arquivos baseados em XML (docx, pptx, xlsx, etc), embora ainda não seja possível salvar os documentos criados na suíte nesses novos formatos.

Outra vantagem da suíte é não necessitar de nenhum plugin ou impressora virtual para converter os arquivos produzidos para o formato PDF (Portable Document Format), incluindo opções avançadas como encriptação de conteúdo e funcionalidades de formuláro incluída, além disso têm suporte PDF/A que assegura que o PDF em questão possui todos os atributos necessários para que possa ser lido no futuro.

Produtos: Writer (Editor de textos), Calc (planilha eletrônica), Impress (Software de apresentações), Draw (Desenho vetorial), Base (Banco de dados) e Formula (Formúlas matemáticas).

BrOffice 3.1
http://www.broffice.org



Baseado no Openoffice, essa é uma suíte de escritório voltada para o público brasileiro, trazendo algumas vantagens para a sua adoção em terreno nacional como corretor ortográfico atualizado e compatibilidade com as regras do novo acordo ortográfico, além de interface totalmente em Pt-Br por padrão. Por esse conjunto de fatores, atualmente é o pacote office mais utilizado nas repartições públicas brasileiras, inclusive constando em vários repositórios estaduais como o do governo estado do ceará e federais.

Por ser baseado no openoffice possui os produtos de mesmo nome, embora existam algumas modificações próprias em seu processo de desenvolvimento desenvolvimento, como o fato de incluir suporte ao novo formato de arquivo OASIS  para desenvolvimento de arquivos baseados em xml.

StarOffice
http://www.sun.com/software/staroffice



É uma suíte de escritório comercial produzida pela Sun Microsystems, que a primeira vista possui quase que a mesma interface e quantidade de recursos que o Openoffice com o diferencial de ser pago. Então vêm a dúvida: Porque pagar por algo que o openoffice oferece gratuitamente? Simples, por 3 motivos: suporte, adição de recursos e distribuição.

Primeiramente, o pacote de suporte é diferenciado para cada modelo de aplicação: Download, Standard e Enterprise versions com formas de contratos diferente entre elas. Além disso, quanto a distribuição, as versões Download e Standard são disponibilizadas ao cliente até um máximo de 60 dias, enquanto a versão enterprise é negociada por número de licensas adquiridas.

A adição de recursos vêm na possibilidade de se utilizar da infinidade de plugins produzidos pela própria Sun para incrementar o ambiente da suíte, como a integração do cliente de e-mail Thunderbird, ou ferramentas para atualização de blogs e wikis, etc.

Produtos: Os produtos do Star office possuem o mesmo nome dos existentes no pacote Openoffice (Writer, Calc, Impress, Draw e Base).

Koffice 2.0 Beta 3
http://www.koffice.org/




Desenvolvido para uso no ambiente desktop KDE, o Koffice é a suíte de escritório que mais possui aplicações (que em geral, apresentam um design rico) embora esteja limitada ao ambiente linux. Embora,  existam projetos de migração desses softwares para o ambiente MAC OS e Windows. Afora, isso o pacote também pode ser executado no ambiente GNOME, apesar de que boa parte das funcionalidades gráficas apenas serem aproveitadas ao máximo no KDE.

Cada aplicação pode ser executada individualmente ou através do Workspaces que permite a execução de vários softwares da suíte sob uma única interface, embora esse recurso seja melhor aproveitado com resoluções de pelo menos 1024x768. E entre as aplicações disponíveis, o Koffice reúne ferramentas gráficas, de controle de projetos, construção de gráficos e diagramas e editor de formulas além dos conhecidos editores de texto, planilhas e apresentaçõs.

A integração do Koffice com outras suites de escritório (como o MS Office e o Openoffice) também é satisfatório, sem perca de qualidade e/ou formatação dos arquivos.

Produtos: KWord (Editor de texto), KSpread (Planilha eletrônica), KPresenter (apresentações), Krita (Aplicação gráfica), Karbon (desenho vetorial), KPlato (Gerencimento de projetos), Kexi (bando de dados) e Kivio (construtor de diagramas e gráficos).

IBM Lotus Symphony
http://symphony.lotus.com/software/lotus/symphony/home.nsf/home



Mais um derivado do Openoffice, o Lotus Symphony é uma suíte de escritório open source desenvolvida pela IBM, mas que diferente das outras opções existentes como o Koffice e o BrOffice, conta apenas com o basico do escritório: Um editor de textos, uma planilha eletrônica e um construtor de apresentações. A diferença fica por conta do design primoroso das aplicações e na atenção aos detalhes de sua interface.

Entretanto, a suíte ainda tem muito ainda para crescer e várias funcionalidades podem repentinamente serem incorporadas ao produto em uso, pois o Lotus Symphony busca automaticamente por atualizações de seus componentes e plugins. Estes últimos, a propósito, ainda não possuem número semelhante ao do openoffice e aparentemente são um pouco menos funcionais.

Produtos: Documents (Editor de texto), Spreadshets (Planilhas eletrônicas) e Presentations (Apresentações)

AbiWord
http://www.abisource.com



Bom, diferentemente dos demais pacotes de escritório, o AbiWord  da Abisource só possui um editor de texto de mesmo nome que impressiona pela leveza e rapidez, afinal são apenas 15MB para instalar.

Como pode-se deduzir pelo nome, o AbiWord fora desenvolvido como um clone do MS Word, incorporarando as funções mais comumente utilizadas por ele de forma que é ideal para estudantes e pessoas que não desejam utilizá-lo como editor de texto profissional, pois o mesmo carece de ferramentas mais avançadas e complexas.

Por padrão, o AbiWord reconhece o formato .doc do Microsoft Word  (versões 97-2003) enquanto que a instalação de um plugin de compatibilidade permite a leitura de arquivos no formato OOXML. Frases em vários idiomas entretanto, podem ter seu idioma não-inglês não renderizado corretamente. Uma ferramenta legal encontra-se na área da finalização do documento, particularmente a função de exportação para HTML que permite compactar imagens do documento em um arquivo HTML usando uma encriptação de Base64.

Também existem alternativas interessantes em plugins para o AbiWord, como plugins que incorporam LaTeX, WordPerfect e ClarisWork.

Produto: AbiWord (Editor de texto)


quinta-feira, maio 21, 2009

Liberado Visual Studio 2010 Beta




Nessa segunda dia 19, foi liberado para download o Beta da nova versão da IDE de desenvolvimento de sistemas da Microsoft, o Visual Studio 2010.

Entre as novidades da nova versão estão:


  • Aprimoramento da interface gráfica: com uma organização mais clara, redução de complexidade, janelas e documentos flutuantes, editor melhorado.
  • Programação paralela: Agora disponível tanto para usuários de código nativo e gerenciado e com suporte embutido na própria IDE.
  • Gerenciamento do ciclo de vida de aplicações: Prometendo ferramentas para todos os envolvidos no projeto de software, desde arquitetos a programadores e testadores. Incluindo construção de novos tipos de diagramas com use cases e diagramas de sequência e atividade, um novo motor de testes e uma nova ferramenta de controle de workflow.

  • Desenvolvimento WEB: Novo motor de intellisense de Javascript,suporte a SilverLight,  "One click deployment" que permite publicar todo o site e suas dependências de uma só vez.
  • Cloud Computing: Windows Azure Tools já integradas por padrão na IDE.
  • Suporte nativo a mais Databases: Agora é possível utilizar as classes de acesso a dados nativos do .NET Framework para BDs baseados em IBM DB2 e Oracle.


Ficou interessado? Pode conferir o novo VS 2010 aqui.

Aprenda Cloud Computing com a Microsoft



Para quem quer aprender a programar para a nuvem sem muito esforço, a Microsoft disponibiliza uma área específica no portal MSDN (voltado para desenvolvedores de produtos microsoft) para o estudo das características e funcionalidades do Windows Azure, a plataforma para Cloud Computing da empresa, o desenvolvimento e deployment de aplicações para a nuvem e a integração com outros serviços, como o SQL Services e ferramentas de colaboração da série Live.

Chamada Azure Academy, essa área disponibiliza apresentações em forma de vídeos e transparências que guiam o estudante desde os conceitos introdutórios da estrutura e objetivos envolvidos no desenvolvimento da plataforma Azure até a distribuição de serviços e  aplicações na nuvem. O forte das apresentações é, sem dúvida, a linguagem de fácil entendimento e a presença de demontrações explicativas que facilitam o entendimento do conteúdo apresentado.

Para o desenvolvimento para Windows Azure, é utilizado o Visual Studio 2008 integrado com com o Windows Azure SDK e o conjunto de ferramentas para do Windows Azure para o Visual Studio.



domingo, maio 17, 2009

C# 4.0 - Acesso a tipos dinâmicos

Anteriomente falamos sobre o lançamento do C# 4.0, linguagem de programação para o .NET Framework da Microsoft que virá juntamente com o novo IDE da empresa para o desenvolvimento de aplicações para desktop e web.

Hoje, explicaremos um pouco mais sobre as modificações inerentes ao C#, especialmente em sua relação com produtos de outras linguagens.

Bom, estamos acostumados a utilizar atualmente classes tipadas estáticamente do próprio .NET framework e invocando seus próprios métodos. Por exemplo, tomemos o exemplo de uma classe que implemente uma Calculadora, segundo essa abordagem o código necessário para se executar uma operação de soma seria mais ou menos o seguinte:

Calculator calc = GetCalculator();
int sum = calc.Add(10, 20);



Já quando decidimos usar uma classe não tipada estaticamente, como as contruídas em COM, Ruby, Python ou até Javascript. Por não possuir um sistema de tipos reconhecido naturalmente pelo .NET Framework, devemos usar Reflection para descobrir os atributos de tipo em tempo de execução e dinamicamente invocar o método desejado como o mostrado abaixo:

object calc = GetCalculator();
Type type = calc.GetType();
object result = type.InvokeMember("Add",
BindingFlags.InvokeMethod, null,
new object[] { 10, 20 });
int sum = Convert.ToInt32(result);


Com o advento do .NET Framework 3.5, o tratamento do mesmo tipo de problema vindo de classes Javascript, poderia ser resolvido da seguinte forma:

ScriptObect calc = GetCalculator();
object result = calc.InvokeMember("Add", 10, 20);
int sum = Convert.ToInt32(result);


Agora, com o C# 4.0 o uso de classes dinâmicas tomará a seguinte forma:

dynamic calc = GetCalculator();
int result = calc.Add(10, 20);


Essa simplificação no uso de tipos dinâmicos torna-se possivel pela adição do novo tipo estático Dynamic que converte um objeto dinâmico em estático. Parece algum tipo de incoerência mas essa abordagem tem suas vantagens, principalmente por possibilitar uma maior interação entre os objetos estaticamente nativos do .NET e classes oriundas de diversas origens, bem como estimula o uso da codificação estática e seus benefícios pelo maior período de tempo possível.

Por hoje é só, logo voltaremos com novas informações a respeito das mudanças na linguagem C# e no próprio .NET Framework.

sexta-feira, maio 15, 2009

Validando Expressões Facilmente em ASP.NET

Se você é programador ASP.NET e costuma utilizar os componentes da aba validation da Toolbox do  MS Visual Studio, provavelmente já se deparou com o trabalho árduo de criar expressões de validação para campos de texto específicos como Data,Endereços, Telefones, CEP, CPF, CNPJ, etc.. Infelizmente, a IDE da microsoft possui poucas referências prontas e o trabalho de criação de novas expressões é, no mínimo, broxante.

A solução pode vir com o site RegExLib.com. Trata-se de uma biblioteca formada por Validations Expressions criadas por milhares de desenvolvedores em todo o mundo. Todas elas possuem o código disponível livremente, seguido por uma descrição a respeito da aplicação da expressão e exemplos de dados aceitos ou não pela expressão. Inclusive, caso você seja criativo ou tenha uma expressão de validação que deseja compartilhar, o sistema oferece a oportunidade de submeter o código para a rede em instantes. Vale a pena dar uma conferida.

terça-feira, maio 12, 2009

Vem aí o novo C# 4.0

Em 1998, ao mesmo tempo em que a Microsoft em um período que coincidiu com o surgimento do .NET Framework da Microsoft, nascia a linguagem C#. Criada a partir das características encontradas em linguagens de alto nível como C++ e Java e com o objetivo de ser uma linguagem de programação simples, moderna e totalmente orientada a objetos (inclusive utilizando o conceito de type-safe para garantir essa qualidade) a linguagem de programação foi lançada oficialmente no verão do ano 2000, tornando-se a partir de então uma das linguagens mais utilizadas na atualidade. Tanto que a demanda  por sua utilização em atividades diversas resultou na própria evolução da linguagem.

A versão 2.0, por exemplo, trouxe como mudanças como o suporte a generics, métodos anônimos, iterators, tipos parciais e tipos nulos. E não parou por aí, mais tarde com os esforços de se incluir o suporte ao LINQ, o componente do .NET Framework que permitiria incorporar as capacidades de consultas às linguagens .NET, o C# evoluiu mais uma vez.

Na versão 3.0, foram incluídas as seguintes funcionalidades: variáveis locais tipadas implicitamente, vetores tipados implicitamente, inicializadores de collections, tipos anônimos, métodos extensivos, Lambda Expressions, Query Expressions e Expressions trees.

Agora, com o advento do .NET Framework 4.0 e o MS Visual Studio 2010, o C# está prestes a mudar novamente. Dessa vez a fonte de inspiração para a mutação da linguagem vem das tão populares linguagens de programação dinâmicas como Perl, Python e o Ruby, utilizando os métodos de desenvolvimento ágil e propiciar um ambiente sem a necessidade de escrever grandes blocos de códigos, de tal forma a não prejudicar a eficiência e incrementar a produtividade.

Entre as características divulgadas pelo C# 4.0 estão:

Nos próximos posts comentaremos um pouco sobre as inovações relativas a linguagem em si e como o C# pretende tornar a experiência da implementação de códigos no sistema menos dolorosa.

terça-feira, abril 28, 2009

Migrando o desenvolvimento de aplicações para o mundo do software livre – Parte II

Mudando de paradigmas

Analisando a evolução do desenvolvimento de aplicativos dos sistemas operacionais Windows e Linux conforme visto na parte I desse artigo, pudemos perceber claramente como a forma de se pensar na programação (principalmente na etapa de implementação) do produto final varia de acordo com o S.O que utilizaremos como padrão para o nosso sistema. Por um lado temos o Windows e seus programas enormes e “auto-sustentáveis”, mas com IDEs que incrementam a produtividade dos programadores através de ferramentas que prezam pela facilidade de uso e grande quantidade de recursos e são financiadas por grandes empresas de software, enquanto do lado oposto temos o Linux, suas aplicações rápidas e leves, desenvolvimento consciente e independência de fornecedores e recursos necessários para sua execução supridas pelo sistema.

Tomando por experiência própria, uma das maiores vantagens encontradas em IDEs do sistema Windows é, sem dúvida, a usabilidade e quantidade de recursos disponíveis. Interfaces intuitivas e fáceis de configurar e uma infinidade de componentes que necessitam de pouca coisa além de arrastar, soltar e modificar alguns parâmetros para funcionar. Além disso, programas como o Delphi e o Visual Studio fornecem a possibilidade de se construir uma aplicação desde a etapa de modelagem até a distribuição, sem recorrer a outros recursos.

No Linux, por muito tempo predominava-se a adoção de uma diversidade muito maior de linguagens de programação, interpretadores e compiladores, estes muitas vezes embutidos dentro das próprias distribuições do S.O e poupando o usuário do tempo necessário para a busca do mesmo. Bastava (ou basta, considerando que esse cenário ainda é válido) o usuário iniciar qualquer editor de texto e descrever o código do programa na linguagem escolhida (C/C++, Perl, Java, PHP, Python, entre outros) e executar o interpretador/compilador através do Shell.

Entretanto, esse quadro mudou com o advento de ferramentas como o Kylix, um produto da Borland voltada para os usuários de Linux que também trabalhava com a linguagem Object Pascal como seu irmão para o Windows; Anjuta e o CMake, para desenvolvimento em C/C++; o KDevelop, ótima IDE gráfica baseada nas bibliotecas do KDE e Qt e que possibilita o desenvolvimento para uma infinidade de linguagens que variam do C/C++ (padrão do software) ao Java, passando pelo PHP e Python. Mais informações, podem ser encontradas no website do projeto.


Sem falar das famosas IDEs para o desenvolvimento Java como o NET Beans, distribuído e mantido pela própria Sun e o Eclipse, desenvolvido a princípio pela IBM e que mais tarde tornou-se open source onde apesar de ganhar notoriedade pelas ferramentas e recursos para desenvolvimento em Java, pode ser usada para o desenvolvimento em outras linguagem, desde que extensões compatíveis sejam instaladas. Ambas possuem, entretanto, a característica de serem modulares e adequarem-se as necessidades do usuário.



Se você ficou interessado em iniciar a programar em Linux, não perca o próximo post da série com uma lista de ferramentas disponíveis para o S.O tanto nas etapas de implementação de código, quanto em modelagem de sistemas e distribuição e seus similares no ambiente Windows.


domingo, março 29, 2009

Windows 7 terá suporte a Touch Screen

Nem saiu ainda a versão Release Candidate (última versão de testes antes do lançamento comercial) prevista para o início de maio e a Microsoft já divulgou uma nova ferramenta a ser incorporada ao Windows 7, o suporte a comandos a partir de telas sensíveis ao toque. O vídeo divulgado com a nova funcionalidade encontra-se disponível no site de vídeos Msn Vídeos mostra um usuário arrastando e soltando arquivos, trabalhando com imagens e selecionando textos usando apenas toques na tela.

Entretanto, a Microsoft planeja lançar os produtos que comportam essa funcionalidade apenas depois do lançamento do Windows 7 para PCs que não possuam o recurso de telas sensíveis. Do lado das fabricantes, a Dell com a evolução da série Latitude e a HP com as séries IQ500 e IQ800 devem sair de fábrica já com essa característica, resguardando a área do touchpad (aquela área destinada ao movimento do ponteiro do mouse nos notebooks) apenas como recurso auxiliar.

A primeira vista, apenas as versões Home Premium e Ultimate devem contar com essa funcionalidade.

<br/><a href="http://video.msn.com/video.aspx?vid=891c68b3-a534-4159-b6b2-8e4ac56b6890" target="_new" title="Windows 7 Touch Gestures">Video: Windows 7 Touch Gestures</a>


quarta-feira, março 11, 2009

Testamos o Windows 7 Beta!!

Em 2010, Apenas 3 anos após o Windows Vista, a Microsoft irá lançar o Windows 7, novo sistema operacional da empresa, esperando desfazer as criticas que incidiram sobre o seu antecessor, bem como reduzir os impactos sofridos com a crise econômica. Acontece que a equipe do Café com Bits teve acesso a versão Beta do S.O (disponível no site da Microsoft até 10 de fevereiro de 2009) e aqui vão as nossas impressões iniciais a respeito do sistema:

Desktop



A primeira vista, o W7 parece uma refilmagem do Vista, muito embora a melhora de desempenho é perceptível. O sistema apresentou uma inicialização bem rápida, mostrando uma área de trabalho com design belo e uma aparência bem clean e elegante, apresentando inclusive características de transparência. Uma novidade é que agora os desktops gadgets, as mini-aplicações que rodam na área de trabalho, agora não estão mais limitadas a uma barra lateral. Clicando com o botão direito do mouse sobre qualquer ponto da área de trabalho e selecionando o gadgets gallery, você poderá arrastar e soltar algum dos itens disponíveis para qualquer lugar da tela.

Barra de tarefas



Entre as novidades interessantes encontradas na nova barra de tarefas estão o botão de visualização do desktop, localizado discretamente ao lado do relógio, bastante útil quando se tem diversas janelas abertas simultaneamente e deseja-se verificar algum evento na área de trabalho.

Personalização do tema




O novo de recurso de personalização da área de trabalho permite alterar de uma só vez um conjunto de papéis de parede, esquemas de cores e sons e proteção de tela, permitindo uma configuração rápida e um resultado final que torne o sistema realmente adequado ao usuário.



A janela Windows Color por sua vez, torna possível a configuração de uma extensa variedade de cores e permite habilitar ou não o recurso de transparência às janelas.

Notas e Lembretes



Sabe aquelas folhinhas de papel geralmente pregadas nas bordas do monitor para lembrar algum compromisso importante? esqueça-as! Agora, com um programinha chamado Sticky Notes é possível adicionar anotações e posicioná-las em qualquer lugar da tela.

Menu Iniciar



Quanto ao menu iniciar, ele segue o mesmo padrão utilizado no MS Vista, com pequenas alterações no design que não chegam a ser tão perceptíveis.Uma novidade boa é a melhora no sistema de buscas e organização dos arquivos.

Windows Explorer



Da mesma forma, não foi percebida nenhuma alteração tão significativa em telas como o Windows Explorer e My computer, a não ser que em geral as janelas tiveram um design e organização que os tornaram mais limpos e organizados. O control Panel agora além da divisão das ferramentas por área de atuação, comum nas demais versões, permite ao usuário acessar rapidamente as tarefas comuns associadas as ferramentas do grupo.

Paint, WordPad e Calculadora



paint

wordpad


Assim como mostrados em posts anteriores, os programas passaram a adotar um design semelhante às últimas ferramentas desenvolvidas pela Microsoft, como a suíte de aplicativos Windows Live (que não fora incorporada a esta versão do S.O) e o Microsoft Office 2007.

DVD Maker



Agora, o W7 traz integrado ao sistema um queimador de dvds simples, mas útil, que permite ao usuário rapidamente criar um disco de vídeo ou do tipo show de slides.

Windows Media Player



O novo Media Player dessa vez vem com uma boa notícia para quem reclamava da excessiva carga de memória da versão anterior do tocador, agora o software vem com dois modos de visualização. O modo biblioteca, com interface semelhante ao Media Player 11 para permir gerenciar as bibliotecas de mídia, listas de execução além de ferramentas para gravação de mídias, sincronia com dispositivos e controle de plugins e temos o modo de execução, otimizado para ser levemente para executar arquivos grandes como filmes e vídeos.



quarta-feira, março 04, 2009

Migrando o desenvolvimento de aplicações para o mundo do software livre – Parte I

Entendendo as peculiaridades dos sistemas

Para quem está acostumado a desenvolver aplicações em ambiente Windows, mudar para sistemas de código livre, como o Linux, geralmente tende a ser uma barreira difícil de ser superada. O motivo principal de tal resistência remete à forma como o desenvolvimento de sistemas evoluiu ao passar dos anos em cada S.O e principalmente na forma como foram concebidos os principais IDEs (Integrated Development Environments) utilizadas.

O Turbo Pascal desenvolvido pela Borland que unia em uma única interface orientada a menus um editor de programas, um compilador e um depurador foi o grande pioneiro da IDE para DOS, entretanto programar para o sistema da Microsoft não era nada fácil. Algumas limitações daquele S.O incluíam: Limite de 640KiB de RAM, modelo de memória segmentado do 8086, aritmética de 16bits, ausência de mecanismos de proteção de memória, systemcalls primitivas e a falta de bibliotecas padronizadas.

Com a saída do Windows 3.0, novos recursos de desenvolvimento foram incluídos de modo a tornar o sistema mais atrativo aos usuários e desenvolvedores, com novas systemcallse conjuntos de bibliotecas para gráficos, multimídia e impressão. Além disso, surgiu o Visual Basic, um novo IDE que incorporou bibliotecas de níveis mais altos e a possibilidade de se desenhar formulários interativos visualmente, o que ajudou na automatização da geração de código de interface.

Foi então que a Microsoft utilizando um padrão bastante conhecido do mundo Linux, o Micro-Kernel, Arquitetura baseada em camadas e orientação a objetos conseguiu construir uma arquitetura de S.O inteiramente novo e não mais apenas uma simples extensão do DOS. Isso decorreu em vantagens significativas tais como a possibilidade de se executar aplicações escritas primariamente para outro sistema operacional e uma melhor gerência de memória, só para citar algumas. Ao mesmo tempo, com o aumento no número de systemcalls e a popularização dos IDE se fez necessário a criação de mecanismos que facilitassem a construção de novos componentes e a Microsoft respondeu com os OLE Controls (OCX), módulos de software que se baseiam nas tecnologias OLE e COM que, quando chamados por uma aplicação, produzem controles que acrescentam algum recurso interessante à aplicação. Apesar de representar um marco no reuso de componentes, abriu margem para diversos problemas de segurança, conhecidos largamente como DLL hell.

Tal problema fez com que cada ferramenta fornecesse suas próprias bibliotecas e incompatibilidades surgissem entre diversas versões de um mesmo IDE. Assim, as ferramentas de desenvolvimento tornaram-se de certo modo “inchadas” por incorporar todas as características dos programas e de tecnologias necessárias, além de ter que executar todas as tarefas e integrar os componentes do programa.

Em contraponto, o desenvolvimento em Unix, bem como do próprio kernell do S.O era realizada em C, logo possuíam vantagem de serem bem mais amigáveis aos programadores que o assembler usado no Windows, além de que era possível criar aplicações sem construtores visuais de formulários devido ao fato das bibliotecas gráficas não serem de baixo nível. Entretanto, o Linux teve como demanda inicial principalmente os ambientes multiusuários e servidores de rede, onde para este último a confiança das rotinas das bibliotecas e ferramentas de apoio importavam mais do que a criação de IDEs gráficas, além disso, a necessidade de suportar diversas plataformas de hardware dificultavam a construção de ferramentas visuais.

Somente com a união entre Linux e GNU, o S.O livre obteve acesso a uma porção de ferramentas de desenvolvimento como editores, compiladores, depuradores. Foi o inicio da popularização do Linux entre os usuários finais, um fenômeno que trouxe como benefício direto uma gradual melhora na usabilidade do S.O e o provimento de um sem número de aplicações, através do trabalho de dedicadas comunidades de desenvolvedores.

Entretanto as IDEs disponíveis para Linux em geral seguem um conjunto de características similares que os distinguem do padrão encontrado no Windows. Primeiramente, os recursos necessários à construção de aplicações (bibliotecas, componentes, etc) são fornecidos pelo S.O, logo, as ferramentas de desenvolvimento tendem a ser mais leves que as encontradas no sistema proprietário. Além disso, os IDEs não englobam todas as tarefas do processo de desenvolvimento, elas atuam mais como ponto de integração entre diversas aplicações e tecnologias de terceiros e a performance das aplicações está condicionadas às próprias aplicações e não ao sistema e normalmente são bem leves e rápidas.

Por fim, nesse texto espero que tenham entendido um pouco de como decorreu a evolução do desenvolvimento de sistemas usando IDEs entre os S.Os Windows e Linux, bem como um pouco das peculiaridades de cada sistema e como elas interferiram na arquitetura dos atuais ambientes de desenvolvimento que temos à nossa disposição hoje em dia.

No próximo post, abordarei as principais dificuldades encontradas no processo de migração de um desenvolvedor Windows para o ambiente livre.

Até Mais!

Para saber mais:
Meio bit
http://pt.wikipedia.org/wiki/Windows_NT
http://www.netpedia.com.br/MostraTermo.php?TermID=4761
Por Janio N. Lima


terça-feira, outubro 07, 2008

Plataforma Windows - XP, Vista e Windows 7

Não é novidade para ninguem que o Windows Vista, o sistema operacional criado pela Microsoft para suceder o Windows XP em computadores desktop, não agradou boa parte dos usuários Windows. O sistema inovou trazendo interfaces ricas visualmente, com presença de recursos 3D, Transparências, luzes e sombras que unidos transmitiam uma cara de modernidade e elegância para o S.O e isso sem falar dos incrementos técnicos como uma melhor organização dos diretórios do sistema e uma otimização do sistema de buscas. Muito embora, a tão aclamada melhoria na segurança do sistema pareceu irrelevante por ser tão eficiente quanto a do windows XP com service packs e um bom software anti-vírus instalado, além de muito mais incômoda. Outro fator que influenciou de forma incisiva para uma lenta popularização do S.O, sem dúvida alguma foi a configuração mínima necessária para instalação, muito mais elevada que a de seus concorrentes. Afinal, todo o esforço gráfico envolvido no projeto tinha seu custo.

O resultado é que muitos usuários continuaram a utilizar o velho XP em suas estações. A Microsoft entretanto, vem tentando a todo custo tudo para forçar uma adaptação entre seus clientes com estratégias como a suposta descontinuação do produto que deveria ocorrer em julho último ou a redução crescente do suporte técnico ao produto em favor do Vista. O problema é que o mercado mundial de Computadores de baixo custo (que não possuem software suficiente para rodar o Vista) é uma fatia bastante considerável para se deixar nas mãos dos concorrentes, logo o XP ainda representa oportunidades para a microsoft.

A solução parece vir com o novo projeto de sistema operacional da gigante Microsoft, atualmente conhecido como Windows 7. O novo sistema já fora lançado em versão alfa, intitulada Milestone 3, e liberado para alguns testadores e originalmente teria data de lançamento marcada para 2010. Muito embora, comenta-se que o S.O já estaria pronto no fim do primeiro sementre de 2009. O que não seria de se estranhar, tendo em vista o indice de rejeição associado ao uso do Windows vista.

Pelas imagens já divulgadas em sites como o da Info Online ou do UX Evangelist percebe-se uma certa familiaridade dos gráficos do Windows 7 com o seu predessessor, muito embora, os envolvidos no projeto acreditem que o mesmo não exigirá tantos recursos quanto. Entre as imagens divulgadas, vale comentar a respeito da mudança do WordPad e do Paint que utilizando-se de recursos como as barras de ferramentas dinâmicas tornaram-se semelhantes à interface do pacote Office 2007, a calculadora que agora opera com o modo programador e economista e o pacote Windows Live que agora vêm integrado ao S.O. Confira as imagens:

paint7

wordpad7

calculator