A Google anunciou agora a pouco no Twitter que está preparando um sistema de pagamentos via celular: o Google Wallet. O sistema está em estágio final de desenvolvimento e já conta com parceiros de grande quilate como Mastercard e Citibank.
O anúncio explica que o sistema será um app que poderá ser instalado em qualquer smartphone. Sabemos que deverá ser compatível com pelo menos os 2 peso-pesados atuais: Android e iOS. O que aumenta enormemente a capacidade móvel consumista. =D
O funcionamento se dará através da aproximação do celular de leitores disponíveis em lojas, o usuário então escolherá a forma de pagamento no celular e o sistema liberará o pagamento.
O sistema será online e oferecerá aos clientes a capacidade de usar cartões pré-pago, cartões de presente e mesmo cupons de desconto, o que irá aproximar ainda mais o e-commerce do tradicional mercado de varejo.
Por enquanto o sistema estará disponível nos EUA, infelizmente sem previsão de implantação no Brasil, como sempre. Mais informações estão disponíveis em http://www.google.com/wallet/
A fabricante chinesa de dispositivos armazenamento eletrônico Kingmax anunciou ao mundo novos cartões microSD de 64GB aumentando enormemente a capacidade de armazenamento extra de gadgets parrudos.
Os novos cartões microSD chegam com a tecnologia SDXC, que utiliza o sistema de arquivos exFAT, permitindo um tamanho máximo de até 2 TB, o que é muito superior a necessidade atual por espaço em dispositivos móveis, mas que terão utilidade em um futuro próximo.
Além do grande espaço para filmes, fotos e gravações de áudio, os novos cartões tem uma taxa de escrita mínima de 6MB, o que é muito bom para microSD's, por serem classe 6.
Os preços iniciais estimados são de 200 doláres, o que é bem salgado mesmo para os geeks mais entusiasmados, somados ao fato de poucos gadgets suportarem o formato, indicam que este pequeno microSD gigante ainda não será popular tão cedo.
Antes de começarmos, é importante que seu ambiente de desenvolvimento já esteja preparado e configurado para criar aplicações para Android, por isso sugiro ler o post anterior.
Programar para Android é muito fácil, afinal: Java é ensinado em 99% das escolas de informática ao redor do mundo! Para ilustrar isso vamos fazer o mundialmente famoso "Hello World" e para você criar também, só basta seguir o passo a passo abaixo.
Abra o Eclipse e clique no menu "File", depois no submenu "New" e por fim em "Project...". Uma janela semelhante a mostrada abaixo se abrirá:
Clique em "Android", depois em "Android Project" e por fim em "Next > ". Uma janela de propriedades se abrirá, aqui devemos determinar as configurações básicas iniciais do nosso projeto.
Coloque o nome do projeto de "Hello Droid". Em "Build Target" devemos selecionar qual versão do Android nossa aplicação será testada, clique em Android 1.5. Note que a cada versão do Android, temos um nível de API diferente.
Em "Aplication Name" coloque "Hello Droid", este será o nome da nossa aplicação quando instalada em um dispositivo.
Em "Package name" coloque "com.cafecombits.hellodroid". Neste campo devemos seguir uma hierarquia, começamos com "com", de "company", seguido da companhia em si, "cafecombits", depois podemos hierarquizar da forma que nos convier, sempre colocando o nome da nossa app por último, por exemplo: "com.cafecombits.games.crazychess", "com.cafecombits.tools.coffeemachine".
Marque a opção "Create Activity" e escreva: "hello". Activitys são equivalentes a janelas no mundo da programação Desktop.
Em "Min SDK Version" coloque "3", esta é a versão mínima do Android necessária para rodar sua aplicação. Em caso de dúvidas olhe na tabela "Build Target" em API Level. Por exemplo, se a versão mínima é a 2.2, coloque 8.
Agora é só clicar em finish e seu projeto se abrirá conforme mostrado abaixo:
A estrutura de pastas do nosso projeto está sendo mostrada a esquerda. A pasta "src" contém o código em java de nossa aplicação. A pasta"res" contém 3 subpastas, "drawable", onde colocamos as imagens, "layout", onde ficam os arquivos XML que guardam a forma visual de nossas activitys, e a pastas "values", onde existe um arquivo especial chamado "strings.xml", onde podemos colocar todas as strings que nossa app irá utilizar. Como podemos ver o Android foi pensado na torre de babel das línguas do mundo. E com a centralização de strings em arquivos fica fácil fazer a tradução da nossa aplicação para outros idiomas.
Na direita, podemos ver que está aberto o arquivo hello.java, que contém o código da nossa activity inicial. Basicamente ele cria a activity e seta seu arquivo de layout. Sim! Aquele da pasta "res/layout" chamado "main.xml".
Se você abrir o arquivo "main.xml", vai ver uma imagem semelhante a essa, onde podemos ver uma paleta de contoles a esquerda e opções de visualização em cima:
Então você me diz, mas espere um pouco, isso não é um arquivo XML? A resposta é sim! O Eclipe abre um editor que facilita a visualização e edição do layout de nossa activity, mas se você preferir, pode ver o código XML puro clicando embaixo na aba "main.xml" ao lado de Graphical Layout".
Como podemos ver o projeto padrão já criou uma frase emblemática em nossa app. Como podemos alterar essa frase? O código XML de nossa acitivity não explica muita coisa, podemos notar que o nosso arquivo não armazena o conteúdo da string da frase diretamente, mas carrega seu conteúdo a partir de uma string definida no arquivo "strings.xml", contido na pasta "res/values". Ao abrir esse arquivo, devemos clicar na string "hello", então na direta poderemos editar em "value":
Digite "Hello Droid!" e pronto, nossa aplicação já pode ser compilada e testada! Clique na aba "hello.java", depois em "Debug" ou aperte "F11" e a tela do emulador com nossa aplicação se abrirá.
Caso você ainda não tenha nenhum emulador definido, pode criar um clicando no menu "Window -> Android SDK and AVD Manager".
Lançado no final de fevereiro, o novo Macbook Pro impressiona pela configuração, beleza, qualidade de construção e pelo preço bem salgado.
É impossível não olhar um Macbook Pro e não babar. Afinal, essa bela peça de design não é só bonitinha, mas muito rápida!
Trata-se de uma máquina que na configuração top deixa muitos desktops a ver poeira! Possui um processador intel Core i7 de quatro núcleos e clock de 2.3 GHz, memória RAM de 8 GB DDR3, HD SSD de 512 GB, monitor led de alta resolução de 17 polegadas controlado por uma placa de vídeo ATI Radeon com memória de 1 GB GDDR5 dedicada tudo isso suportado por uma bateria de longa duração que promete 7 horas de navegação na internet via wifi.
Além disso a Apple surpreendeu com uma conexão capaz de transmitir a 10 GBs chamada Thunderbolt! Essa nova tecnologia é cerca de 20x mais rápida que a USB 2.0!
O tradicional acabamento em alumínio e vidro continua, além de termos uma webcam HD, capaz de gravar vídeos na resolução de 720p e usar o FaceTime da Apple.
A conectividade se dá através de uma porta Gigabit e um adaptador de rede wireless "n" integrado.
Não poderia faltar portas USB 2.0, porta Firewire e um slot SDXC.
Mas tudo isso tem um preço. E que preço! Nessa configuração a belezinha sai por nada menos que R$ 14.809,00! Pelo menos o frete é de graça! Lembrando que os preços se iniciam em R$ 3599,00 com um monitor de 13, um Core i5, e um HD SATA.
E vaí?! Vai encarar!
Segue vídeo de mini review de uma versão de 13 pol:
Os desenvolvedores de aplicativos para o sistema do robozinho estão lucrando mais que em outras plataformas.
O jornal inglês "The Telegraph" publicou uma matéria onde afirma que o "caótico" Android Market está muito mais movimentado, e lucrativo, que a "certinha" Apple Store.
A "Spacetime Studios", desenvolvedora do game "Pocket Legends", afirma que o número de downloads diários para Android é de 9000 e para iOS de 4000, além das vendas no Android serem de 30 a 50% maiores.
Apesar de um certo descaso do Google com o Market, as boas notícias para que desenvolve para Android não param de surgir!
Como foi mostrado no post anterior, o Android é uma plataforma bastante interessante para um programador iniciante ou mesmo para uma equipe de desenvolvimento de sistemas interessada em desbravar o ambiente da construção de aplicativos para smartphones (que só tendem a se tornar cada vez mais comuns daqui em diante).
Mas como começar?
A maneira mais fácil para começar a programar para o Android, forma inclusive recomendada pela própria Google, é utilizando o Eclipse IDE. Quem já trabalhou algum dia na vida com Java deve conhecer bem ou pelo menos já ter ouvido falar desse simpático ambiente de desenvolvimento de aplicações java criado pela IBM e doado a comunidade em 2001 como Software Livre. O Eclipse tem como principal característica a possibilidade do usuário adicionar as funcionalidades que deseja através de extensões (conhecidas como plug-ins) disponíveis na web, proporcionando experiências diversas seja qual for o estilo de seu proprietário ou mesmo sua linguagem favorita, já que com o sistema de extensões é possível expandir a programação além do habitual java. E é com ajuda do sistema de extensões que vamos "ligar" nossa suíte com as bibliotecas e simuladores Android.
Então, se quer acompanhar nosso pequeno tutorial aqui seria uma boa idéia adquirir sua própria versão do Eclipse IDE, clicando aqui.
O Android SDK
Para quem não sabe o que é SDK (e ainda não teve a curiosidade de procurar no google o significado), significa "Software Development Kit" ou "Pacote de Desenvolvimento de Software" em uma tradução livre para nosso bom português. Um SDK geralmente é liberado pelo fabricante de um software se ele deseja que programadores externos tenham uma melhor integração com o sistema através de bibliotecas de funções que encapsulam as principais funcionalidades do software e características de hardwares específicos como no caso do Android.
Dá para perceber que nosso próximo passo é instalar o SDK do Android neh? Acessando aqui, você poderá escolher a versão do Android SDK específica para o sistema operacional que você utiliza.
O ADT Plugin
Ok, outra sigla né? Então vamos explicá-la: ADT nada mais é que "Android Development Tools" ou Ferramentas de Desenvolvimento para Android e trata-se de um plugin desenvolvido para extender as funcionalidades do Eclipse possibilitando a criação de projetos voltados para o Android usando as bibliotecas providas pelo SDK. Resumindo, ele será a ponte que irá unir o Android SDK à nossa Eclipse IDE.
Também será necessário efetuar o download do ADT, mas de maneira diferente. Com o Eclipse instalado, siga os passos descritos abaixo:
Inicie o Eclipse e vá até o menu "Help > Install New Software"
Clique no botão "Add" e na caixa que se abre digite "ADT Plugin" no campo Name e "https://dl-ssl.google.com/android/eclipse/" no campo Location e finalize clicando em OK.
De volta a janela de Available Software, marque a caixa de seleção ao lado de Developer Tools e prossiga clicando em Next.
Você terá que aceitar os termos de licensa e clicar em Finish.
Por fim, reinicie o Eclipse e vamos configurar nosso plugin
Com o Eclipse aberto novamente, siga até o menu "Window>Preferences" e na nova janela selecione Android no painel esquerdo
Clique em Browse... e selecione o diretório onde se localiza o SDK que baixamos anteriormente.
Se tudo estiver em conformidade você já deve visualisar as informações das plataformas android disponíveis no diretório do SDK na tabela abaixo do SDK Location.
Uma opção particularmente útil que o ADT propicia no Eclipse é o menu "Window >Android SDK and AVD manager" que permite ao usuário instalar novas plataformas ao diretório SDK além de outros add-ons e configurar AVDs ou Android Virtual Devices que como o próprio nome já demonstra, são máquinas virtuais que simulam a aparência de uma tela de Smartphone Android para que você possa testar o funcionamento de suas aplicações. E são particularmente bonitinhas, dá só uma olhada:
Gostou? No próximo post (que vai sair logo, prometo!) iremos por a mão na massa efetivamente e programar nossa primeira aplicação Android.
Se você foi um dos que caiu nos contos de fadas das operadoras de telefonia, que prometiam velocidades próximas a da luz, baixo valor na conta, modem "grátis" (bloqueado), tráfego "ilimitado", enfim, mundos e fundos, e depois se arrependeu e cancelou o plano, mas ficou com um modem 3G bloqueado paradão, saiba que se seu modem for Huawei, ele pode ser facilmente desbloqueado.
A decepção causado pelas operadores de telefonia é sem limites. E no 3G, não foi diferente. Inicialmente o acesso 3G foi vendido como a "banda larga de qualquer lugar", o que realmente poderia ser, mas devido a baixa qualidade das operadores nacionais o que tivemos foi acesso a internet numa velocidade que após um certo tempo fica próxima a 110 Kbps, o que nem sequer é considerado banda larga.
Além disso há o problema do limite de tráfego, pois muitos vendedores informam que você pode navegar a vontade sem se preocupar com o valor da conta, mas, não é bem assim. Os primeiros planos que foram feitos realmente eram dessa forma, só que, algum espertinho resolveu fazer novos planos com o cliente pagando por tráfego além da franquia, mas "esqueceu" de avisar os vendedores. O resultado disso foram contas que de R$ 45,00 pularam para R$ 600,00, R$ 1.200,00, etc.
Após a revolta e cancelamento do plano, sobra o modem "grátis", porém bloqueado, então no mundinho perfeito da Anatel você pede que a operadora faça o desbloqueio. Mas eles se negam, pedem 20 mil protocolos e no fim das contas por causa de uma claúsula em letras hiper minúsculas no seu contrato dizem que não podem fazer. Só lhe resta recorrer a Anatel, que é uma empresa pública tipo a dos Aspones, ou seja, todo mundo sabe que existe, só não sabe o que fazem e nem quem trabalha lá... No fim você percebe que as operadores não tem o menor respeito pelo consumidor. Se chegar nesse ponto, entre com uma ação judicial e peça uma indenização bem gorda. Porém se esse modem for Huawei, você pode desbloqueá-lo e usar em qualquer operadora!
Antes de tudo, aconselho a remover o programa discador personalizado da antiga operadora e instalar o oficial da Huawei, que também é o firmware mais atualizado para seu modem. Isso te ajudará no desbloqueio, pois simplificará o processo conforme explicarei depois. Acesse http://www.huaweidevice.com/worldwide/productFamily.do?method=index&directoryId=2462&treeId=462 clique no seu modem, depois na aba download e baixe o arquivo da seção software. A atualização é super rápida, bastando seguir o next-next-finish.
Após atualizar o firmware, você deve acessar o site http://a-zgsm.com/huawei.php [NOVO LINK http://a-zgsm.com/freecode/]e informar o imei do seu modem, e então receberá o código de desbloqueio. Coloque o chip de outra operadora, não precisa ser um chip com 3G liberado, pode ser de um pré-pago sem plano de dados, e espete o seu modem no micro. Então se abrirá uma caixa de diálogo solicitando o código de desbloqueio, basta você digitar e seu modem estará desbloqueado!
Caso você não tenha trocado o discador do seu modem, pode ser que essa janela de solicitação de desbloqueio não apareça, nesse caso você terá de usar o programa HUAWEI Modem Code Writer, disponível para download em http://www.sagmaster.com/download/10SMTi/HUAWEI_MODEM_Code_Writer.rar e informar o código de desbloqueio direto no firmware do seu modem. Após isso, para usar o modem na outra operadora que deseja, você deve baixar o discador dela em http://www.huawei.com/pt/catalog.do?id=1626 e fazer a instalação.
Motivado pelo ingresso do colega Solleon no mundo dos smartphones de baixo custo como o GPad, Acabei me interessando pelo lado do desenvolvedor desse tipo de dispositivo. Afinal, com tantas possibilidades para entrar nesse mundo, qual seria o melhor OS ou pelo menos aquele com maior potencial de crescimento? Java for Mobile Devices, Windows mobile, Symbiam, Iphone, Blackberry.. quem escolher?
Em pesquisa realizada pelo Gartner, até o final do segundo trimestre desse ano as vendas de aparelhos celulares alcançaram os números de 325,6 milhões, representando um crescimento de 13,8% em comparação com 2009. Um ponto interessante nesses números é que 19% desses aparelhos são smartphones, ou seja, aqueles celulares avançados com diversas funcionalidades disponíveis como acesso a e-mails, IM, internet (alguns até com acesso a redes wi-fi), GPS, Bluetooth, além de outros aplicativos como suítes de aplicativos para escritório, etc..
E nesse campo eu aposto as minhas fichas no "robôzinho" da Google. E não é para menos, segundo a mesma pesquisa o crescimento de vendas dos celulares com Android subiu de mínimos 756 mil aparelhos vendidos em 2009 (1,8% de participação no mercado) para 10 milhões no segundo trimestre de 2010 (17,2% de participação no mercado), quando alcançou o terceiro lugar entre as plataformas móveis mais utilizadas. Atrás apenas do Symbian da Nokia e da RIM (fabricante do Blackberry) e à frente da Apple (quem diria não é?). E esse bom desempenho não se deve apenas pelo peso do nome da Google...
Para entendermos o sucesso do Android, temos que entender primeiramente o contexto no qual ele fora criado. Antes de mais nada, no mercado de telefonia móvel, o foco da competição entre as empresas se dá pela venda de aparelhos e não pelos OS e aplicativos em si, logo nada mais natural que empresas como a Google, HTC, LG, Motorola, Samsung, Sony Ericsson, Toshiba, Sprint Nextel, China Mobile, T-Mobile, Asus, Intel, Garmin, entre outras se unirem em uma aliança para o desenvolvimento de uma plataforma de desenvolvimento de código aberto, única e flexível. Essa aliança ficou conhecida como OHA ou Open Handset Alliance, e foi o estopim para o surgimento do robôzinho.
Logo, para servir aos designos da OHA, o Android foi criado baseado no sistema Linux e visando oferecer uma plataforma única e instalado em qualquer dispositivo fornecido por alguma das empresas componentes da OHA. Além disso o sistema foi construído com recursos de integração e flexibilidade permitindo que aplicativos fornecidos nativamente pelo sistema possam ser substituídos por versões customizadas que podem interagir ou não com outras aplicações nativas, o que pode ser útil para as fabricantes criarem serviços ou alguma forma de marketing diretamente na interface do OS.
E do lado dos desenvolvedores, o campo também é bastante promissor. Além do grande número de sites e blogs que oferecem conteúdo voltado para a criação de aplicativos para o OS (dentre eles o site oficial voltado para desenvolvedores), existem algumas vantagens no desenvolvimento para plataforma:
A Google financia concursos de desenvolvimento para a plataforma. O maior desses concursos, o Android Developer Challenger, teve um investimento de U$ 10 milhões em prêmios e com a distribuição de U$ 275.000,00 para as 20 melhores aplicações. Além do benefício direto para os participantes em forma de premiação, a comunidade ganha com a grande quantidade de aplicativos disponíveis para uso que surge durante o processo de avaliação desses concursos.
Android Market, loja virtual para desenvolvedores. A exemplo da AppStore da Apple, o Android conta com uma loja virtual para os desenvolvedores disponibilizarem gratuitamente suas aplicações ou lucrar com a sua venda.
Fácil integração com os serviços Google. Lógica? Nem tanto... Apesar de boa parte dos smartphone hoje em dia utilizarem de vários serviços google como o Gmail ou o Google Maps, em geral eles usam uma versão em Java bem limitada. O Android permite utilizar todo o potencial das Google Apps, ainda mais quando integrado a um bom plano 3G.
SDK aberta e disponível gratuitamente. Através do site que associei acima, é possível fazer o dowload facilmente da SDK e começar a programar usando a IDE de sua escolha. Apesar do site já reservar alguns plugins a ferramentas que favorecem os usuários da Eclipse IDE. Além dessa IDE, recentemente a Google lançou uma suite de desenvolvimento voltada para não programadores onde o objetivo é que as aplicações possam ser construídas sem a necessidade de se digitar uma linha de código sequer.
Gostou?
Nos próximos posts exploraremos um pouco mais a respeito do meios para o desenvolvimento de aplicativos para o robôzinho da Google.
O G-Pad é um tablet pc, fabricado na China, que roda Android. Mas o que é um tablet pc? O que é Android? Calma! Preparamos um mini guia e review abaixo.
Tablet pc é um dispositivo de computação móvel (computador portátil) que fica posicionado entre os netbooks e os smartphones, mas com alguns diferenciais, a mobilidade, a rapidez, a duração da bateria, as pequenas dimensões, a ausência de teclado físico.
O mais famosos deles, até agora, é o iPad, da Apple, com seus recursos fantásticos e conceito revolucionário muita gente ficou doida pra comprar um, no entanto, as práticas comerciais abusivas da Apple, sua política nada amigável com os desenvolvedores e o total descaso com o consumidor, vide antena do iPhone 4, deixam todo mundo que vive no meio geek com um pé atrás em relação a empresa da maçã.
Se você morar no Brasil, então, o pé se transforma em 2 pés e uma pulga atrás da orelha! Pois a Apple não tem loja oficial por aqui e os preços são estratosféricos! No Mercadolivre um ipad sai por volta de 3 mil reais. Enquanto no mundo o preço é de 499 dólares, ou seja, na cotação de hoje, o preço em reais é de 885 reais, menos de 1 terço do preço no mercadolivre! Como podemos ver, comprar um iPad no Brasil não é nada inteligente! A menos que você aproveite aquela ida para Nova York e traga o seu de lá.
O mundo da computação reagiu rápido e na falta de um sistema operacional de qualidade para estes dispositvos, as pessoas apenas fizeram o que a Apple fez quando adaptou o iPhone OS para o iPad, jogaram o Android nos tablets!
Android é um sistema operacional open-source, linux na verdade, originalmente desenvolvido para smartphones apoiado fortemente pelo Google agora também usado em tablets.
Vamos ao review do gadget. Uma unidade do G-Pad caiu em minhas mãos para testes, um tablet genérico ou xing-ling, como alguns se referem a produtos chineses de baixo custo que copiam outros modelos de marca e geralmente o fabricante não se identifica. Mas o G-Pad não se enquadra bem nessa especificação, pois, na verdade se chama M-001 e é fabricado pela Eken, além de não ser cópia de nenhum produto.
O tablet tem as seguintes especificações:
Fabricante/Modelo: Eken/M-001.
Processador: VIA WM8505 533MHz
Memória RAM: 128 MB.
HD (Storage): 2GB NAND Flash.
Tela: 7 polegadas, 16:9 (Widescreen), 800 x 480, resistiva sem suporte a multi-touch.
Passadas as especificações vamos a experiência de uso.
A primeira impressão é que o tablet é um celularzão! Mas está longe disso, o bichinho é bem leve. O corpo dele é de plástico, que aparenta uma resistência de baixa a moderada, como percebemos pelos leds que deixam a área ao redor translúcida. Ou seja: nada de derrubar! Os botões são pintados de prata e dá pra perceber que com o tempo vão perder a cor.
Ao ligar é mostrada a versão do Android, no caso 1.6 e logo o robozinho verde aparece carregando... e esperamos uns 30 segundos para que o dispositivo fique pronto para uso.
A primeira coisa que fiz foi trocar o idioma de inglês para português e fiquei muito feliz ao notar que não é aquele português do tipo "Está bem", "Desfazer", comuns aos produtos chineses. Liguei o Wi-fi para navegar na net, e, para minha surpresa, foi super fácil de fazer e funcionou muito bem!
Fiquei um pouco decepcionado pos há um certo delay entre o toque e a resposta, no entanto há uma forma de contornar isso, atualizando o firmware, que abordarei no fim do post.
Configurei minha conta no Google Talk e acessei, achei interessante a forma como a interface está boa e bem adaptada a tela e ao touchscreen, pelo menos achei melhor que a interface do Google Talk do meu micro. Também podemos usar o MSN pelo aplicativo que vem nele.
O Google Maps também está perfeito! A única ressalva que eu faço é em relação a falta do GPS.
Mas o que mais me chamou a atenção foi o Gmail! A interface está ótima! Tudo carrega bem fácil e rápido! Criei um email e para minha surpresa o teclado virtual funciona bem! Tive alguns errinhos mas muito mais pela minha falta de costume com touchscreens do que por mal funcionamento do toque.
A navegação na internet é boa e permite visualizar bem os sites. Tudo isso méritos do Android.
Ele possui um ebook reader e uma suíte de aplicativos para escritório estilo Office. Testei e abriu um documento do Word normalmente.
Também vem com o FarmFrenzy Lite, por sinal bem divertido!
No entanto nem tudo são flores! Uma coisa faltou e me chamou muito a atenção: Android Market! A Android Market é onde você pode baixar aplicativos oficiais pagos ou gratuitos para Android. Não há o ícone para acesso e no lugar há uma equivalente chinês, mas com todos os aplicativos gratis só que todo escrito em CHINÊS! A menos que você saiba mandarim vai se dar mal para baixar qualquer coisa.
Ao ser ligado no computador através do cabo usb, ele se abre como um pendrive.
A bateria durou pouco, mais ou menos duas horas com o wifi ligado. E isso é bem chato pois meu Notebook consegue marca semelhante e uma das características dos tablets é a longa duração da bateria, de 6 horas pra cima.
A qualidade do som é boa e da pra ouvir suas músicas preferidas. O player também é muito bem feito.
Os vídeos são executados com algum delay, o que me deixou chateado, porém ao atualizar o firmware as coisas melhoram bastante! Mas as gravações do microfone funcionam bem e dá pra conversar usando o Google Talk.
A media gallery é muito legal. Carrega com boa velocidade para você ver seus vídeos e fotos.
Na versão que vem de fábrica, você facilmente se arrependeria do que comprou, porém os geeks não brincam em serviço e aproveitando o baixo custo dele, não tem medo de quebrar, criaram versões personalizadas do Android para ele e muitos hacks!
No site slatedroid.com, você pode baixar várias versões personalizadas do firmware do aparelho, inclusive a original. A instalação é fácil, bastando que você copie a pasta script do firmware baixado para a raiz do seu cartão de memória e reinicie o tablet. O processo de atualização é rápido e todo automatizado.
Baixei a versão feita pelo próprio site slatedroid e instalei. Posso dizer que a experiência de uso melhorou enormemente! A tela ficou bem mais responsiva e a bateria aumentou a duração em 1 hora! O que não é pouco com uma simples atualização! Também destaco que o Android Market está presente nessa versão e funcional!
Concluímos dizendo que não é um hardware poderoso e nem tem um acabamento de primeira, faltam recursos importantes como câmera, bluetooth 3G e GPS. No entanto você pode personalizá-lo livremente e é vendido por até 300 reais no mercadolivre, mpway e sites similares! Ou seja, MUITO BARATO! Tem celulares sem recurso algum, dumbphones, que custam mais que este tablet! Se você quer apenas navegar na internet e usar os apps do Android Market a compra é recomendada pelo baixo preço, no entanto fique avisado que 3 horas de bateria com o wifi ligado é pouco e que a qualidade geral é de um produto chinês!
Se você tem ou vai adquirir um, recomendo fazer a atualização do firmware pelo site slatedroid.com
Abaixo um review em inglês feito pelo pessoal da shanzai.com:
Edit:
Firmware usado neste post; http://www.slatedroid.com/vbulletin/downloads.php?do=file&id=38