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terça-feira, maio 26, 2009

A Microsoft usando Software Livre?

A Microsoft todo mundo sabe, sempre agiu com ferocidade contra a filosofia do software livre chegando ao ponto de Steve Ballmer, CEO da MS, declarar em 2001 que o código aberto era como um câncer para a indústria de software. Com a divulgação do lançamento da nova ferramentas de buscas da empresa conhecido atualmente como Kumo (e abordado pelo Café com Bits nesse post) e que trabalha sobre uma estrutura de software livre, a situação parece ter mudado para a Microsoft.

Entretanto, essa mudança de paradigmas vai muito além do novo buscador da MS. Acredito que essa essa tendência iniciou basicamente na popularidade da plataforma .NET entre os desenvolvedores, formando uma comunidade colaborativa que iniciou com os fóruns e bibliotecas de estudo disponíveis no site oficial de desenvolvedores Microsoft, o MSDN. Mais tarde, surgiram o portal para desenvolvedores ASP.NET AJAX e um repositório de software assumidamente declarado como projeto open-source, o CodePlex. Nele é possível compartilhar softwares e componentes de software, categorizar os projetos por tipo, bem como visualizar os projetos mais populares e os último a serem divulgados.

Mas, não para por aí. O lançamento do portal Port25 pegou a todos de surpresa a começar pelo título "Port25 is home to open source community at Microsoft. This represents an open conversation dedicated to Linux". Mas hein? Isso mesmo caro leitor, foi isso mesmo que você leu. Na verdade, o Port25 destina-se a integração de tecnologias livres aos produtos microsoft, como por exemplo o Eclipse4SL, open-source baseado no Eclipse para desenvolvimento de aplicações ricas usando Silverlight ou lançamento de um SDK PHP para Windows Azure.

É, A briga entre software proprietário x software livre parece estar se desenrolando e já vemos um vencedor apontando . aparentemente...



terça-feira, abril 28, 2009

Migrando o desenvolvimento de aplicações para o mundo do software livre – Parte II

Mudando de paradigmas

Analisando a evolução do desenvolvimento de aplicativos dos sistemas operacionais Windows e Linux conforme visto na parte I desse artigo, pudemos perceber claramente como a forma de se pensar na programação (principalmente na etapa de implementação) do produto final varia de acordo com o S.O que utilizaremos como padrão para o nosso sistema. Por um lado temos o Windows e seus programas enormes e “auto-sustentáveis”, mas com IDEs que incrementam a produtividade dos programadores através de ferramentas que prezam pela facilidade de uso e grande quantidade de recursos e são financiadas por grandes empresas de software, enquanto do lado oposto temos o Linux, suas aplicações rápidas e leves, desenvolvimento consciente e independência de fornecedores e recursos necessários para sua execução supridas pelo sistema.

Tomando por experiência própria, uma das maiores vantagens encontradas em IDEs do sistema Windows é, sem dúvida, a usabilidade e quantidade de recursos disponíveis. Interfaces intuitivas e fáceis de configurar e uma infinidade de componentes que necessitam de pouca coisa além de arrastar, soltar e modificar alguns parâmetros para funcionar. Além disso, programas como o Delphi e o Visual Studio fornecem a possibilidade de se construir uma aplicação desde a etapa de modelagem até a distribuição, sem recorrer a outros recursos.

No Linux, por muito tempo predominava-se a adoção de uma diversidade muito maior de linguagens de programação, interpretadores e compiladores, estes muitas vezes embutidos dentro das próprias distribuições do S.O e poupando o usuário do tempo necessário para a busca do mesmo. Bastava (ou basta, considerando que esse cenário ainda é válido) o usuário iniciar qualquer editor de texto e descrever o código do programa na linguagem escolhida (C/C++, Perl, Java, PHP, Python, entre outros) e executar o interpretador/compilador através do Shell.

Entretanto, esse quadro mudou com o advento de ferramentas como o Kylix, um produto da Borland voltada para os usuários de Linux que também trabalhava com a linguagem Object Pascal como seu irmão para o Windows; Anjuta e o CMake, para desenvolvimento em C/C++; o KDevelop, ótima IDE gráfica baseada nas bibliotecas do KDE e Qt e que possibilita o desenvolvimento para uma infinidade de linguagens que variam do C/C++ (padrão do software) ao Java, passando pelo PHP e Python. Mais informações, podem ser encontradas no website do projeto.


Sem falar das famosas IDEs para o desenvolvimento Java como o NET Beans, distribuído e mantido pela própria Sun e o Eclipse, desenvolvido a princípio pela IBM e que mais tarde tornou-se open source onde apesar de ganhar notoriedade pelas ferramentas e recursos para desenvolvimento em Java, pode ser usada para o desenvolvimento em outras linguagem, desde que extensões compatíveis sejam instaladas. Ambas possuem, entretanto, a característica de serem modulares e adequarem-se as necessidades do usuário.



Se você ficou interessado em iniciar a programar em Linux, não perca o próximo post da série com uma lista de ferramentas disponíveis para o S.O tanto nas etapas de implementação de código, quanto em modelagem de sistemas e distribuição e seus similares no ambiente Windows.


segunda-feira, março 09, 2009

E ae? Que tal curtir um pouco de Jazz?

Não, não estamos falando daquele estilo de expressão artístico-musical nascida no início do século XX no estado de Nova Orleans nos Estados Unidos e sim de uma nova tecnologia lançada pela IBM. Trata-se do IBM Jazz, uma plataforma de desenvolvimento através da integração de ferramentas de colaboração oriundas da WEB 2.0 (tais como Wiki, Mensagens instantâneas, chats, blogs e listas de discussão), metodologias de desenvolvimento ágil (como Scrum e XP) e ambientes de desenvolvimentos complexos como o Eclipse, criando um conceito de CDE (Colaborative Development Environment) estendendo oque conhecemos a respeito de desenvolvimento de sistemas. ficou interessado? Pois saiba que o Jazz é um ambiente open-source, que a IBM planeja estimular com o intuito de criar um framework de desenvolvimento aberto que possa ser usado largamente por programadores e empresas de software.


O Jazz foi desenvolvido com o intuito de atender equipes de desenvolvimento de software que se encontram separadas geograficamente, criando uma camada conjunta onde todos os envolvidos possam trabalhar e fornecendo ferramentas para promover uma maior integração entre as tarefas envolvidas. Como exemplo, imagine que um programador envie uma mensagem instantânea para um colega localizado em outro ponto do país com um código fonte. Esse cara,ao invés de receber apenas o código em forma de texto estático, poderá clicar para ver onde o código se encaixa dentro da aplicação, seus requisitos e casos de testes relativos.


Trata-se de uma evolução das ferramentas de desenvolvimento. Originalmente criadas com o único objetivo de tornar o programador mais produtivo, com o aumento da complexidade do software, grandes empresas produtoras como a pŕopria IBM, a Microsoft,Sun Microsystems entre outras começaram a incluir recursos que abrangiam outras etapas do ciclo de vida do software em suas ferramentas, como a definição de requisitos, modelagem e mesmo a distribuição. Surgiram então grandes IDEs como o Visual Studio, o Net Beans e o Eclipse, entre outros. Além disso, a produção de softwares passou a incorporar também a gerência de equipes, gerenciamento de tarefas e controle de processo e mais, na programação e principalmente no mundo do software livre é muito comum a formação de comunidades de desenvolvedores dispersos geograficamente trabalhando em projetos.

E não é a primeira vez que a IBM investe em iniciativas livres, o próprio Eclipse foi criação da empresa em conjunto com outras grandes como a Borland, a Rational Software, Red Hat, SuSe, entre outras e que mais tarde também atraiu a HP, Oracle, Fujitsu, embora a big blue ainda encabeçe a equipe de desenvolvimento com sua subsidiária OTI. Ele adquiriu grande sucesso por ser uma IDE de base open-source baseada na incorporação de add-ons desenvolvidos por terceiros, permitindo ao desenvolvedor ter uma ferramenta tão especilizada quanto lhe fosse necessário, ou tão simples quanto possível.

Com o Jazz, a IBM planeja fazer algo semelhante, com um framework colaborativo, e não só para os usuários do Eclipse, mas também de outras IDES como o Microsoft Visual Studio. Além disso, a empresa está investindo em uma nova linha de produtos baseados nessa tecnologia e o primeiro deles já encontra-se disponível para download no site oficial Jazz.net, o Rational Team Concert 1.0, um portal apoiado no web 2.0, utilizando produtos IBM como o Websphere e Lotus Sametime e versão gratuita (Express-C) para times de até 3 pessoas. Quem interessar pode adquirir as outras versões, desde que com a correta aquisição das licensas junto a fabricante.

Fontes:

http://news.cnet.com/IBM-tunes-up-for-Jazz-open-source-project/2100-7344_3-6154727.html

http://blog.marcomendes.com/2008/06/25/its-jazz-time/

http://under-linux.org/8111-plataforma-de-desenvolvimento-da-ibm-aberta-ao-publico.html